PAPÉIS AVULSOS

BLOG DE AFORISMOS E “DESAFORISMOS” EM GERAL!

25/10/08

A PEQUENA PRETENDENTE

Em frente ao colégio da cidade no fim das aulas, como de costume, uma multidão de estudantes deixa o recinto rumo a suas casas.
 
São alunos do ensino fundamental, com idade que varia dos oito aos quatorze anos. Todos espelhando o futuro da Nação.
 
Mais ou menos no mesmo horário de saída dos alunos, Aparício, 28 anos, funcionário de um escritório de contabilidade, cruza a leva de estudantes, relembrando tempos idos de quando ele era um deles, cheio de vida, sonhos e metas para o futuro.
 
Hoje Aparício é apenas um empregado com carreira relativamente estável, solteiro, dono de um casebre sem muito luxo e sem carro. Muitos dos sonhos de juventude tiveram que ser deixados de lado devido às intempéries da vida. No campo amoroso, Aparício teve alguns casos, mas nada que evoluísse para um noivado e um matrimônio. No momento, prefere ficar sozinho e aproveitar a solteirice. Sem planos para o futuro, Aparício apenas leva a vida.
 
Quando passa por entre os jovens estudantes, Aparício vê em cada um deles um pouco de si e por um instante medita sobre as coisas da vida. E foi nesse momento que Aparício notou que uma aluna que está próxima a ele, como quem espera alguém que venha buscá-la, está olhando-o fixamente.
 
Uma menina aparentando ter onze ou doze anos, pele clara e cabelos negros, amarrados com fitas vermelhas em dois “rabos”, um em cada lado da cabeça, olhos verdes e boca rosada aparenta ter interesse naquele sujeito que já há um bom tempo passa por aquele lugar bem na hora da saída dos alunos, como se cumprisse um ritual. Vestindo o uniforme da escola (camiseta branca com gola e logotipo da escola azul, calça jeans e tênis) e usando uma mochila cor-de-rosa nas costas, ela é apenas mais uma aluna entre tantos outros alunos daquela que é uma das maiores escolas da cidade. Mas por algum motivo, naquele dia, a curiosidade da menina chamou a atenção de Aparício.
 
Aparício, apesar de passar todos os dias em frente à escola na hora da saída, nunca tinha notado a presença daquela menina até aquele dia. No meio de tantos alunos uniformizados, é difícil se ater em um aluno em particular, por isso tal acontecimento causou certa impressão em Aparício.
 
Enquanto ele pensava nisso, um carro estacionou perto da misteriosa menina e ela, rapidamente, entrou no carro. Quem ela esperava havia chegado, enfim.
 
Aparício também deixou o local e foi para casa, mas não sem guardar na cabeça o estranho acontecimento.
 
No dia seguinte, ao passar em frente à escola, como de costume, Aparício procura prestar atenção e ver se vê a tal menina novamente. Sem saber direito o porquê, ele deseja apenas ver novamente a garota. Porém, não a encontra. Desapontado, ele vai embora.
 
Nos dias subseqüentes, Aparício passou por entre os alunos na hora da saída sempre atentando para o rosto deles, na esperança de ver mais uma vez a menina que chamara sua atenção. E em nenhum dos dias ela apareceu.
 
Certo dia, quando Aparício já havia desistido de encontrar a menina misteriosa, quando ele passa por entre os alunos como de costume, depois de virar uma esquina, ele ouve alguém chamá-lo atrás de si. Ele vira para olhar e encontra a menina que procurara todos aqueles dias.
 
Ela está vestida e penteada do mesmo jeito daquele dia. A mesma mochila rosa está em suas costas. O mesmo olhar penetrante encara Aparício ao mesmo tempo com firmeza e com hesitação.
 
 Refeito da surpresa, Aparício pergunta à menina o que ela deseja, fingindo indiferença. Não pegaria bem um “tiozinho” demonstrar alegria em ver uma pessoa que não conhece ainda mais alguém com menos da metade de sua idade.
 
A menina, deixando a hesitação de lado e reunindo coragem, diz, com convicção:
 
— Te amo! Quer ser meu namorado?
 
Aquelas palavras causam tamanha impressão em Aparício que, estupefato, não consegue reagir a tal novidade.
 
Ao mesmo tempo, com o rosto todo avermelhado, a menina cai em si e, envergonhadíssima, sai correndo sem esperar a resposta. Aparício só pôde observar aquele pequeno vulto sumir na distância.
 
Depois desse dia Aparício nunca mais viu sua pequena pretendente. E em seu íntimo desejou nunca mais vê-la.
 
Ao se recordar do ocorrido, Aparício lamenta apenas não ter tido a oportunidade de saber pelo menos o nome daquela criatura cheia de sonhos, esperanças e metas para o futuro, além de uma coragem ímpar que a fez expor seus sentimentos a um total estranho, sem medo das conseqüências.
 
O que Aparício não soube foi que, naquele dia da “declaração”, após a cena que causara tal impressão nele, a menina, recompondo-se de sua “vergonha”, encontrou-se com as amigas perto dali e, às gargalhadas, chacotearam a cara de bobo que Aparício fez na hora em que a menina se declarou pra ele.
 
Para elas estava provado que os homens, apesar de arrotar prepotência e superioridade, tremem nas bases e – pior – se submetem às mulheres. Basta a elas usarem o que têm de melhor: Inteligência, sensibilidade e, no caso, uma dose de crueldade e desprezo pelos sentimentos alheios.
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FRASES e IDÉIAS L

 

Alfred de Vigny
 
“A honra consiste em tornar belo aquilo que se é obrigado a fazer.”
Alfred de Vigny
1797-1863
Escritor francês
 
“Os comceitos e princípios fundamentais da ciência são invenções livres do espírito humano.”
Albert Einstein
1879-1955
Físico alemão
 
“Os homens casados são muito aborrecidos quando são bons maridos e abominavelmente vaidoso quando não o são.”
Oscar Wilde
1854-1900
Escritor irlandês
 
“O fascinante das prisões é que, ao menos uma vez, o poder não se oculta nem se mascara, se mostra como tirania nos mais mínimos detalhes.”
Michel Foucault
1926-1984
Filósofo francês
 
“O glutão é o sujeito menos estimado da gastronomia porque ignora seu princípio elementar: a sublime arte de mastigar.”
Honoré de Balzac
1799-1850
Escritor francês
 
“A atualidade é um contínuo esgotamento da possibilidade.”
John Updike
1932
Escritor americano
 
“Durante séculos, as mulheres têm sido espelhos dotados do mágico e delicioso poder de refletir uma silhueta do homem com o dobro do tamanho natural.”
Virginia Woolf
1882-1941
Escritora inglesa
 
“Do Oriente, a luz; do Ocidente, a lei.”
Provérbio latino
 
“A inveja é mil vezes pior que a fome, porque é a fome espiritual.”
Miguel de Unamuno
1864-1936
Escritor espanhol
 
“Sendo a vida ação e paixão, exige-se que o homem compartilhe da paixão e da ação de seu tempo, sob pena de acharem que ele não viveu.”
Oliver Wendell Holmes Jr.
1841-1935
Jurista americano
 
“Muitas vezes são precisamente os ideais pelos quais morrem as pessoas os que impossibilitam viver e trabalhar juntas.”
Anônimo
 
“Da árvore do silêncio pende o fruto da segurança.”
Provérbio árabe
 
“Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.”
Apparício Torelly, Barão de Itararé
1895-1971
Humorista brasileiro
 
“O vinho lava nossas inquietudes, enxágua a alma até o fundo e assegura a cura da tristeza.”
Lúcio Anneo Sêneca
4 a.E.A.-65 E.A.
Filósofo romano
 
“É extraordinário quão potente é a música ruim.”
Noël Coward
1899-1973
Dramaturgo inglês
 
“O homem é aquilo em que acredita.”
Anton Chekhov
1860-1904
Escritor russo
 
“Os amores morrem de tédio e o esquecimento os enterra.”
Jean de La Bruyère
1645-1696
Escritor francês
 
“Um fato, em ciência, não é um mero fato, mas uma instância.”
Bertrand Russell
1872-1970
Filósofo inglês
 
“Acreditava que um drama era quando o ator chorava; mas, na verdade, é quando quem chora é o público.”
Frank Capra
1892-1991
Cineasta americano
 
“O filósofo tem de ser a consciência de seu tempo.”
Friedrich Wilhelm Nietzsche
1844-1900
Filósofo alemão
 
“No campo da observação, a chance favorece somente as mentes preparadas.”
Louis Pasteur
1822-1895
Microbiologista francês
 
“A confidência corrompe a amizade; o contato estreito a consome; o respeito a conserva.”
Marco Túlio Cícero
106-43 a.E.A.
Escritor romano
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“CAUSOS” DA CIÊNCIA XXIV

 

GÊNIO DESNUTRIDO
 
A miséria não sufocou a genialidade do matemático Srinivasa Ramanujan.
 
Ele nasceu em 1887 em Erode, uma cidade paupérrima da Índia e, sem acesso à escola, aprendeu a calcular por conta própria.
 
Aos 15 anos, ganhou um livro com 6.000 teoremas. A partir dele, desenvolveu várias idéias.
 
Aos 24 anos, mandou uma carta para Godfrey H. Hardy, o mais célebre matemático britânico da época. Impressionado, o professor ofereceu ao jovem indiano uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Lá, Ramanujan, que mal sabia escrever, propôs importantes teoremas, que hoje são muito usados em computação.
 
Seu talento foi reconhecido pela Royal Society de Londres, uma das mais antigas sociedades científicas do mundo.
 
Mas, desnutrido, o sábio indiano contraiu tuberculose, morrendo em 1920.
 
FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 98 São Paulo: Editora Abril. Novembro de 1995. p. 90.
 
* * *
 
BERÇO AFRICANO
 
No início deste século, não se imaginava que a África era o berço da humanidade.
 
Acreditava-se que os primeiros homens teriam surgido na Ásia. Um erro que fez o arqueólogo e antropólogo Louis Leakey comprar muitas brigas.
 
Filho de missionários ingleses, ele nasceu em 1903, no Quênia e, pequeno, só conversava na língua da tribo kikuyu. Aos 14 anos, foi morar nunca cabana de barro, que ele mesmo havia construído. Em 1924, depois de estudar na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, Leakey regressou à África, para fazer escavações no leste do continente. Em 1959, desenterrou o esqueleto do Homo habilis, que viveu há 1.750.000 anos.
 
Como Leakey era famoso por defender a África e ter imaginação fértil, demorou quinze anos até aceitarem sua teoria de que aquele hominídeo era o ancestral mais antigo do homem moderno.
 
FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 99 São Paulo: Editora Abril. Dezembro de 1995. p. 90.
 
* * *
 
PARA INGLÊS NÃO VER
 
Em 1982, a equipe do cientista inglês Joe Farman estava na Baía de Halley investigando o clima da Antártida.
 
De repente, os pesquisadores notaram que o ozônio na atmosfera havia diminuído em 20%.
 
Era inacreditável. Afinal, desde 1978 os americanos monitoravam esse gás com o satélite Nimbus 7 e nunca haviam percebido grandes alterações.
 
Atônitos, os ingleses culparam o velho espectrofotômetro, medidor da concentração de gases, que já estava em uso havia muito tempo. Fizeram outra medição com um instrumento novo em folha e o resultado se repetiu.
 
 No entanto, a fabulosa descoberta demorou três anos para ser divulgada. Os ingleses continuavam em dúvida sobre a existência de um tremendo buraco de ozônio não detectado pelo Nimbus 7.
 
Depois vieram a saber que o problema era ignorado pelos americanos simplesmente porque seus computadores não estavam programados para registrar baixas quantidades daquela substância.
 
FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 100 São Paulo: Editora Abril. Janeiro de 1996. p. 90.
criado por André Marcon    13:53 — Arquivado em: ciência — Tags:, , ,

EVOLUÇÃO EM DESTAQUE XXIII

Seca na África barrou expansão humana
 
Somente com a volta das chuvas no continente, há 70 mil anos, população começou a migrar, diz estudo
 
RICARDO BONALUME NETO
DA REPORTAGEM LOCAL
 
Uma mudança no clima da África 70 mil anos atrás pode estar por trás da grande expansão da população humana na época e da sua migração para fora desse continente, o berço do homem moderno.
 
A pista para a alteração climática foi encontrada no fundo de três lagos africanos. Antes da pesquisa, relatada na atual edição da revista científica "PNAS" (www.pnas.org), da Academia de Ciências dos EUA, o que se sabia do clima antigo do continente vinha de dados coletados no mar.
 
Segundo os 19 autores do estudo, coordenado por Christopher Scholz, do Departamento de Ciências da Terra da Universidade Syracuse, EUA, o pano de fundo ambiental da evolução e disseminação do Homo sapiens primitivo na África oriental é conhecido principalmente através de formações geológicas isoladas e de sedimentos marinhos distantes.
 
Eles fizeram sondagens nos lagos Nyasa (Maláui) e Tanganica, na África oriental, e no lago Bosumtwi, em Gana, para obter dados climáticos antigos de regiões continentais.
 
Os dados do Nyasa foram particularmente completos e continuados. "Nosso registro mostra períodos de severa aridez entre 135 mil e 75 mil anos atrás, quando o volume de água do lago foi reduzido em pelo menos 95%", escreveram eles.
 
Somando-os aos dados obtidos nos outros lagos, os cientistas puderam documentar um aumento "dramático" na umidade a partir de 70 mil anos atrás. Os lagos foram se enchendo de água e o clima tornou-se mais estável.
 
 "Essa mudança climática pode ter estimulado a expansão e migrações das antigas populações humanas", dizem eles no estudo -que, no entanto, se concentra mais em registrar as mudanças no clima do que em especular sobre como se teria dado a evolução humana.
 
"A mudança para um clima mais estável e hospitaleiro depois de 70 mil anos atrás muito provavelmente contribuiu para a expansão das populações humanas ao aliviar muitos dos estresses ambientais que certamente estavam operativos antes", disse Scholz à Folha; mas também "é possível que apenas o aumento de pressões populacionais tenha contribuído para as migrações".
 
 Segundo Scholz, ainda existe muito debate sobre quando teriam sido as migrações bem sucedidas para fora da África; há quem sugira que isso só teria ocorrido há 54 mil anos.
"É difícil definir um mecanismo causal exato, dado esse nível de incerteza no registro antropológico. O registro paleoclimático também não é muito preciso", diz o cientista.
 
Para ele, o aspecto provavelmente mais importante do estudo foi o reconhecimento de que ciclos de aridez e umidade não são sincrônicos com as glaciações nas regiões de latitude mais alta e sim causados por mudanças na órbita da Terra.
 
Segundo Scholz, um outro artigo, escrito por um dos co-autores, Andrew Cohen, da Universidade do Arizona, deverá ser publicado nas próximas semanas na mesma "PNAS" trazendo mais detalhes sobre a questão das migrações humanas pré-históricas.
 
Além dos dados fósseis, é possível utilizar estudos de material genético -como o DNA das mitocôndrias, passado por via materna-, para inferir a data das migrações. Como lembram Scholz e colegas, antigos estudos de DNA mitocondrial indicavam a origem dos ancestrais humanos no sul ou no leste da África.
 
Fonte: Folha de S. Paulo, 04 de setembro de 2007
 
* * *
 
Genes para conquistar o mundo
 
10/09/2007
 
Agência FAPESP – O domínio do planeta pode ter começado nas bochechas. Essa é uma das interpretações possíveis para a descoberta, publicada no domingo (9/9), na revista Nature Genetics, de que os humanos levam cópias extra do gene da amilase salivar.
 
 Os seres humanos têm mais cópias desse gene do que qualquer outro de seus parentes primatas, segundo o estudo. As cópias são utilizadas para inundar a boca com amilase, uma enzima que digere o amido.
 
 
* * *
 
Grupo acha fóssil de mamífero gigante no RJ
 
Achado é o primeiro do estado nos últimos 25 anos, afirmam pesquisadores da Unirio.
Grande herbívoro lembrava hipopótamo e se extinguiu há cerca de 10 mil anos
 
Trata-se de um Toxodon platensis, um grande herbívoro que lembra os hipopótamos modernos e que desapareceu da América do Sul há cerca de 10 mil anos.
 
Fonte:
 

LAMBANÇAS DA IGREJA XXIII

Pastor mata a mulher em São Paulo e avisa o DHPP, diz polícia
 
da Folha Online
 
Um homem de 28 anos procurou hoje a Polícia Civil de São Paulo para comunicar que havia assassinado sua mulher. De acordo com informações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo), o pastor evangélico Reginaldo Batista dos Santos disse aos policiais que esfaqueou a vítima durante a madrugada.
 
Após a revelação, Santos seguiu com uma equipe do departamento até o local do crime, no Parque Residencial Cocaia, zona sul da cidade, onde foi localizado o corpo de Alcione de Paula, 26.
 
O filho do casal, uma criança cuja idade ainda não foi confirmada, teria sido deixado na casa após o crime.
 
 Constantes brigas do casal seriam a motivação para o assassinato. O acusado disse, também de acordo com a polícia, que ontem havia sido agredido Alcione.
 
Santos e policiais da equipe C-Sul do DHPP estão no local do crime, que será periciado. Ele deverá ser indiciado por homicídio doloso (com intenção) e a polícia pedirá sua prisão preventiva.
 
 
* * *
 
Pastor americano mata criança autista em cerimônia de exorcismo
 
MILWAUKEE, EUA, 26 Ago (AFP) - O pastor americano Ray Hemphill foi indiciado nesta terça-feira pela morte de um menino autista de oito anos durante uma cerimônia para livrar a criança do demônio, revelou a promotoria de Milwakee (Wisconsin).
 
O pastor Hemphill, que está preso, corre o risco de pegar 10 anos de prisão se for considerado culpado, destacou o bureau do promotor do condado de Milwakee.
 
Hemphill, de 45 anos, sufocou o menino autista durante uma sessão de exorcismo em sua igreja no noroeste de Milwakee, na sexta-feira passada.
 
Segundo a investigação, Pat Cooper levou o filho para a igreja, como sempre fazia, e o menino foi colocado no chão, onde várias mulheres seguraram seus braços e pernas, enquanto o pastor se ajoelhava sobre o peito de Terrance Cottrell.
 
O pastor ficou sobre o menino durante quase uma hora e quando se levantou, todos perceberam que Terrance estava morto, revelou uma testemunha.
 
O médico legista concluiu que o peso do pastor sobre o peito de Terrance impediu o menino de respirar e o matou.
 
 
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Polícia caça padre acusado de pedofilia
 
Sorocaba, SP - A Polícia Federal está rastreando os endereços onde teria se abrigado o padre Alfieri Eduardo Bompani, de 58 anos, acusado de abusar de 14 menores e adolescentes em Sorocaba, no interior paulista. Bompani teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está foragido. A Justiça pediu apoio à Polícia Federal em razão da possibilidade de Bompani ter se mudado para outro Estado.
 
Ele deixou a paróquia de Nossa Senhora de Fátima depois de ter sido solto por ordem judicial, após cumprir 10 dias de prisão temporária, em março do ano passado. Na época, a Justiça o libertou por considerar que as provas dos crimes eram insuficientes. O padre foi acusado da prática de pedofilia por um dos menores assistidos pelo programa que dirigia, de recuperação de jovens e adolescentes de rua. Durante o inquérito, surgiram outras 13 vítimas de assédio do religioso.
 
Os menores relataram com detalhes as violências sexuais que sofreram. Foi anexado ao inquérito um diário apreendido na chácara do padre contendo relatos sobre o sofrimento que sentia por se envolver sexualmente com as crianças e adolescentes. Somadas, as penas previstas para todos os delitos podem chegar a mais de 150 anos de prisão.
 

18/10/08

DUAS MULHERES Parte 1

 

     Tadeu conheceu Bianca no colégio. Pouco tempo depois, começaram a namorar.

     No começo, tudo parecia bem. Casal jovem, bonito, cheio de vida e esperanças pro futuro. Ele, de porte atlético e aplicação nos estudos, gentil, educado e filho de boa família. Ela, delicada, porém, sem afetação, de personalidade forte e força de vontade a toda prova, filha caçula de uma família humilde, mas batalhadora.

     Depois de alguns meses, veio a notícia: Bianca estava grávida de Tadeu.

     A revelação causou uma tremenda mudança no comportamento de Tadeu. Antes calmo e seguro de si e possuindo um forte senso de justiça, de repente se tornou ao mesmo tempo temeroso, desesperado e violento.

     Segurando Bianca pelos braços a ponto de machucá-la, ele falou com ódio:

     — Você vai tirar essa criança!

     Surpresa com tal atitude por parte do namorado, Bianca respondeu, pálida de susto:

     — Você ficou louco, Tadeu? É o seu filho! O nosso filho! Como pode dizer essa barbaridade?

     Mais irritado ainda, Tadeu retrucou:

     — Não interessa! Filho tem que ser planejado! Tem hora certa pra ser feito. E o que aconteceu conosco foi acidente! Isso não é nosso filho, foi apenas um acidente!

     Bianca ficou pasma com as palavras de Tadeu. Este continuou a falar:

     — Eu sou jovem ainda! Tenho que estudar, me formar, começar uma carreira! Tenho objetivos a cumprir antes de pensar em filho e família! Pense em você também! Você está na mesma situação que eu! É jovem e tem muito que fazer! E com filho no colo, tudo isso se torna impossível! Por isso, trate de procurar um meio de se livrar desse acidente! Aproveite que ainda está nas primeiras semanas!

     Bianca reconheceu que, em parte, Tadeu tinha razão. Um filho a essa altura seria muito inoportuno para quem ainda é jovem e tem sonhos a se realizar. Mas mesmo assim não justificava a idéia de abortar a criança.

     Bianca relutou quanto pôde às investidas de Tadeu. Este, furioso, se limitou a dizer:

     — Pois bem, se quer ter essa criança, que tenha! Mas eu aviso que, sendo assim, estou fora! Acabou nosso namoro! E nunca mais venha me procurar, pois não tenho mais nada a ver com isso! Adeus!

     Dito isso, Tadeu foi embora, deixando Bianca sozinha com seu infortúnio.

     Os meses se passaram e Bianca enfrentou uma gravidez cheia de complicações em sua maior parte devido ao trauma por que passou por ser rejeitada por aquele que considerava como o homem de sua vida e que também era o pai de seu filho e também devido à discriminação que sofria por parte de alguns familiares e aqueles que consideravam suas amigas e haviam a abandonado depois que souberam do ocorrido. Bianca deixara a escola e nunca mais soube de Tadeu que, segundo uma das poucas amigas que não tinham lhe virado a cara, também deixara a escola.

     Enfim, depois de muita angústia, a criança nasceu. Apesar das dificuldades, era uma linda e saudável menina, sem qualquer traço das dores sofridas pela mãe durante sua gestação. Parecia que ela já havia nascido imune a todas as agruras da vida, pois se mostrava alheia ao vale de lágrimas à sua volta.

     Bianca decidiu que a menina se chamaria Vitória, pois não foram poucas as vezes que ela pensou que sua angústia causaria mal ao bebê e o mataria. Isso senão ela mesma morresse de desgosto antes disso.

     A serenidade e vitalidade de Vitória preencheram o imenso vazio que se tornara a vida de Bianca. Tendo recobrado o ânimo, ela decidiu batalhar um emprego e concluir os estudos. Ela estava decidida a dar tudo de si para que nada faltasse a sua querida filha.

     Mas Bianca pensou melhor e decidiu que deveria procurar Tadeu e exigir-lhe pensão para a filha. Afinal, o emprego poderia demorar a surgir e ele também tinha responsabilidade sobre a criança. Bianca não poderia aceitar arcar sozinha com as conseqüências.

     Por isso, Bianca procurou saber sobre o paradeiro de Tadeu e descobriu onde estudava. Após se informar sobre os horários da escola, Bianca foi até lá e surpreendeu Tadeu no portão do colégio. Bianca carregava Vitória no colo e foi logo interpelando Tadeu:

     — Olha aqui o que você quis que eu jogasse fora como se fosse lixo. Olhe bem nos olhos dessa criança e repita o que me disse aquele dia, se tiver coragem. Cachorro, canalha!

     Tadeu sentiu o chão fugir-lhe aos pés e a vista escurecer. Só não caiu de quatro porque um amigo que estava ao lado o amparou a tempo. Recobrando os sentidos, Tadeu olhou para a ex-namorada e a criança em seu colo e balbuciou:

     — Não pode ser…

(Continua)

Leia a conclusão desta crônica AQUI.

criado por André Marcon    20:26 — Arquivado em: CRÔNICAS

DUAS MULHERES

Tadeu conheceu Bianca no colégio. Pouco tempo depois, começaram a namorar.
 
No começo, tudo parecia bem. Casal jovem, bonito, cheio de vida e esperanças pro futuro. Ele, de porte atlético e aplicação nos estudos, gentil, educado e filho de boa família. Ela, delicada, porém, sem afetação, de personalidade forte e força de vontade a toda prova, filha caçula de uma família humilde, mas batalhadora.
 
Depois de alguns meses, veio a notícia: Bianca estava grávida de Tadeu.
 
A revelação causou uma tremenda mudança no comportamento de Tadeu. Antes calmo e seguro de si e possuindo um forte senso de justiça, de repente se tornou ao mesmo tempo temeroso, desesperado e violento.
 
Segurando Bianca pelos braços a ponto de machucá-la, ele falou com ódio:
 
— Você vai tirar essa criança!
 
Surpresa com tal atitude por parte do namorado, Bianca respondeu, pálida de susto:
 
— Você ficou louco, Tadeu? É o seu filho! O nosso filho! Como pode dizer essa barbaridade?
 
Mais irritado ainda, Tadeu retrucou:
 
— Não interessa! Filho tem que ser planejado! Tem hora certa pra ser feito. E o que aconteceu conosco foi acidente! Isso não é nosso filho, foi apenas um acidente!
 
Bianca ficou pasma com as palavras de Tadeu. Este continuou a falar:
 
— Eu sou jovem ainda! Tenho que estudar, me formar, começar uma carreira! Tenho objetivos a cumprir antes de pensar em filho e família! Pense em você também! Você está na mesma situação que eu! É jovem e tem muito que fazer! E com filho no colo, tudo isso se torna impossível! Por isso, trate de procurar um meio de se livrar desse acidente! Aproveite que ainda está nas primeiras semanas!
 
Bianca reconheceu que, em parte, Tadeu tinha razão. Um filho a essa altura seria muito inoportuno para quem ainda é jovem e tem sonhos a se realizar. Mas mesmo assim não justificava a idéia de abortar a criança.
 
Bianca relutou quanto pôde às investidas de Tadeu. Este, furioso, se limitou a dizer:
 
— Pois bem, se quer ter essa criança, que tenha! Mas eu aviso que, sendo assim, estou fora! Acabou nosso namoro! E nunca mais venha me procurar, pois não tenho mais nada a ver com isso! Adeus!
 
Dito isso, Tadeu foi embora, deixando Bianca sozinha com seu infortúnio.
 
Os meses se passaram e Bianca enfrentou uma gravidez cheia de complicações em sua maior parte devido ao trauma por que passou por ser rejeitada por aquele que considerava como o homem de sua vida e que também era o pai de seu filho e também devido à discriminação que sofria por parte de alguns familiares e aqueles que consideravam suas amigas e haviam a abandonado depois que souberam do ocorrido. Bianca deixara a escola e nunca mais soube de Tadeu que, segundo uma das poucas amigas que não tinham lhe virado a cara, também deixara a escola.
 
Enfim, depois de muita angústia, a criança nasceu. Apesar das dificuldades, era uma linda e saudável menina, sem qualquer traço das dores sofridas pela mãe durante sua gestação. Parecia que ela já havia nascido imune a todas as agruras da vida, pois se mostrava alheia ao vale de lágrimas à sua volta.
 
Bianca decidiu que a menina se chamaria Vitória, pois não foram poucas as vezes que ela pensou que sua angústia causaria mal ao bebê e o mataria. Isso senão ela mesma morresse de desgosto antes disso.
 
A serenidade e vitalidade de Vitória preencheram o imenso vazio que se tornara a vida de Bianca. Tendo recobrado o ânimo, ela decidiu batalhar um emprego e concluir os estudos. Ela estava decidida a dar tudo de si para que nada faltasse a sua querida filha.
 
Mas Bianca pensou melhor e decidiu que deveria procurar Tadeu e exigir-lhe pensão para a filha. Afinal, o emprego poderia demorar a surgir e ele também tinha responsabilidade sobre a criança. Bianca não poderia aceitar arcar sozinha com as conseqüências.
 
Por isso, Bianca procurou saber sobre o paradeiro de Tadeu e descobriu onde estudava. Após se informar sobre os horários da escola, Bianca foi até lá e surpreendeu Tadeu no portão do colégio. Bianca carregava Vitória no colo e foi logo interpelando Tadeu:
 
— Olha aqui o que você quis que eu jogasse fora como se fosse lixo. Olhe bem nos olhos dessa criança e repita o que me disse aquele dia, se tiver coragem. Cachorro, canalha!
 
Tadeu sentiu o chão fugir-lhe aos pés e a vista escurecer. Só não caiu de quatro porque um amigo que estava ao lado o amparou a tempo. Recobrando os sentidos, Tadeu olhou para a ex-namorada e a criança em seu colo e balbuciou:
 
     — Não pode ser…
 
Mas foi. Bianca passou o maior sermão da vida de Tadeu e todos os alunos que estavam passando por ali pararam e formaram uma roda para ouvir o que Bianca tinha a dizer. Todos ficaram horrorizados quando souberam o que Tadeu fizera a Bianca e tomaram partido da menina. Tadeu, acuado, só pôde ouvir quieto o sermão e os gritos de reprovação por parte da “platéia” ali presente.
 
O tumulto só acalmou quando Tadeu se comprometeu a assumir sua responsabilidade como pai da criança e prover-lhe o que fosse necessário para a criação da mesma. A platéia aplaudiu e assobiou em êxtase e a turba foi se dispersando. Quando Tadeu e Bianca ficaram a sós, Tadeu disse:
 
— Eu sinto muito por tudo o que causei a você. Vamos para casa. Quero mostrar aos meus pais a linda netinha que eles ganharam.
 
Bianca saiu dali vitoriosa. Apesar da raiva que sentia por Tadeu ter-lhe rejeitado, ela ainda o amava e agora tinha esperança de voltar a ficar com ele e, assim, formar uma família completa.
 
Chegando à casa de Tadeu, Bianca estranhou uma coisa: o local estava deserto. Tadeu, trancando a porta atrás de si e disse:
 
— Acho que meus pais ainda não chegaram. Vamos esperar na sala. Mas antes me deixe pegar minha filha no colo. Como ela é linda!
 
Bianca entregou a criança a Tadeu e este a tomou no colo com a mesma ternura que cativara Bianca no começo do namoro. O amor que Bianca sentia por Tadeu veio à tona e a fez pensar que tudo daria certo dali em diante.
 
Porém, a face de Tadeu mudou de expressão e agora revelava um olhar maligno. Enrijecendo os músculos do braço, Tadeu pegou a cabecinha com as duas mãos e, num rápido movimento, destroncou o pescoço da criança com se destronca um frango. Vitória soltou um soluço e morreu na hora. Tadeu joga o corpinho de Vitória no chão como se descarta um papel de bala. Bianca fica pálida e muda com a cena atroz que presencia.
 
Depois Bianca desaba no chão a olhar, muda, para o corpo inerte de sua querida filha. Nisso Tadeu diz, com toda calma do mundo:
 
— Você achou mesmo que eu simplesmente aceitaria tudo isso, ainda mais agora com o vestibular chegando e meus planos estão indo de vento em popa? Tudo o que menos preciso agora é de mulher e filho me enchendo o saco. Além do mais, arrumei uma garota muito melhor e mais condizente com meu status do que você.
 
Dito isso, uma sirene de viatura policial soou em frente a casa. Policiais bateram com violência à porta e Tadeu, novamente transformando sua expressão facial, transpareceu dor e angústia. Ao abrir a porta, gritou:
 
— Guardas, prendam essa mulher! Ela matou a própria filho alegando ser minha após querer me chantagear e arrancar dinheiro de minha família! Ela é uma criminosa! Olhem o corpo da criança estirado no chão! Vejam como essa mulher está completamente fora de si!
 
Bianca estava em estado letárgico e só tinha olhos para o corpinho morto da filha. Por isso não ofereceu resistência ao ser detida e presa em um presídio feminino após um rápido julgamento.
 
Alguns dias depois, à noite, na cela onde Bianca estava uma mão portando um revólver com silenciador surge entre as grades e um disparo certeiro mata Bianca em seu leito duro e frio.
 
No corredor do presídio, o autor do disparo caminha calmamente rumo à saída.
criado por André Marcon    20:26 — Arquivado em: CRÔNICAS — Tags:, , , ,

DUAS MULHERES Parte 2

 

Leia a primeira parte desta crônica AQUI.

     Mas foi. Bianca passou o maior sermão da vida de Tadeu e todos os alunos que estavam passando por ali pararam e formaram uma roda para ouvir o que Bianca tinha a dizer. Todos ficaram horrorizados quando souberam o que Tadeu fizera a Bianca e tomaram partido da menina. Tadeu, acuado, só pôde ouvir quieto o sermão e os gritos de reprovação por parte da “platéia” ali presente.

     O tumulto só acalmou quando Tadeu se comprometeu a assumir sua responsabilidade como pai da criança e prover-lhe o que fosse necessário para a criação da mesma. A platéia aplaudiu e assobiou em êxtase e a turba foi se dispersando. Quando Tadeu e Bianca ficaram a sós, Tadeu disse:

     — Eu sinto muito por tudo o que causei a você. Vamos para casa. Quero mostrar aos meus pais a linda netinha que eles ganharam.

     Bianca saiu dali vitoriosa. Apesar da raiva que sentia por Tadeu ter-lhe rejeitado, ela ainda o amava e agora tinha esperança de voltar a ficar com ele e, assim, formar uma família completa.

      Chegando à casa de Tadeu, Bianca estranhou uma coisa: o local estava deserto. Tadeu, trancando a porta atrás de si e disse:

     — Acho que meus pais ainda não chegaram. Vamos esperar na sala. Mas antes me deixe pegar minha filha no colo. Como ela é linda!

     Bianca entregou a criança a Tadeu e este a tomou no colo com a mesma ternura que cativara Bianca no começo do namoro. O amor que Bianca sentia por Tadeu veio à tona e a fez pensar que tudo daria certo dali em diante.

     Porém, a face de Tadeu mudou de expressão e agora revelava um olhar maligno. Enrijecendo os músculos do braço, Tadeu pegou a cabecinha com as duas mãos e, num rápido movimento, destroncou o pescoço da criança com se destronca um frango. Vitória soltou um soluço e morreu na hora. Tadeu joga o corpinho de Vitória no chão como se descarta um papel de bala. Bianca fica pálida e muda com a cena atroz que presencia.

     Depois Bianca desaba no chão a olhar, muda, para o corpo inerte de sua querida filha. Nisso Tadeu diz, com toda calma do mundo:

     — Você achou mesmo que eu simplesmente aceitaria tudo isso, ainda mais agora com o vestibular chegando e meus planos estão indo de vento em popa? Tudo o que menos preciso agora é de mulher e filho me enchendo o saco. Além do mais, arrumei uma garota muito melhor e mais condizente com meu status do que você.

     Dito isso, uma sirene de viatura policial soou em frente a casa. Policiais bateram com violência à porta e Tadeu, novamente transformando sua expressão facial, transpareceu dor e angústia. Ao abrir a porta, gritou:

     — Guardas, prendam essa mulher! Ela matou a própria filho alegando ser minha após querer me chantagear e arrancar dinheiro de minha família! Ela é uma criminosa! Olhem o corpo da criança estirado no chão! Vejam como essa mulher está completamente fora de si!

     Bianca estava em estado letárgico e só tinha olhos para o corpinho morto da filha. Por isso não ofereceu resistência ao ser detida e presa em um presídio feminino após um rápido julgamento.

     Alguns dias depois, à noite, na cela onde Bianca estava uma mão portando um revólver com silenciador surge entre as grades e um disparo certeiro mata Bianca em seu leito duro e frio.

     No corredor do presídio, o autor do disparo caminha calmamente rumo à saída.

criado por André Marcon    20:24 — Arquivado em: CRÔNICAS

FRASES e IDÉIAS XLIX

Frederico II, o Grande
 
“Um homem é infinitamente mais complicado que seus pensamentos.”
Paul Valéry
1871-1945
Escritor francês
 
“Para que os periódicos sejam interessantes, é imprescindível que não tenham travas.”
Frederico II, o Grande
1712-1786
Rei da Prússia
 
“As pessoas atribuem seus males à geração anterior porque não lhes resta outra opção.”
Anônimo
 
“O homem é só um hóspede na Terra; sua vida, uma viagem limitada pelas tormentas.”
Vincent van Gogh
1853-1890
Pintor holandês
 
“A história é um conjunto de fatos e interpretações, nunca uma receita universal.”
John Lynch
1927
Historiador inglês
 
“Se a vida tivesse uma segunda edição, como eu poderia corrigir as provas?”
John Clare
1793-1864
Poeta inglês
 
“Para se fazer ouvir, às vezes é preciso calar a boca.”
Stanislaw Jerzy Lec
1909-1966
Escritor polonês
 
“Perigoso é aquele que não tem nada a perder.”
Johann Wolfgang Von Goethe
1749-1832
Escritor alemão
 
“Todos chegamos um dia como a água e nos vamos como o vento.”
Graham Greene
1904-1991
Escritor inglês
 
“Tudo cabe no breve. O menino é pequeno e encerra o homem; o cérebro é estreito e cobiça o pensamento; o olho não é mais que um ponto mas alcança léguas.”
Alexandre Dumas Filho
1824-1895
Escritor francês
 
“Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma.”
Albert Schweitzer
1875-1965
Médico francês
 
“A memória se torna tanto mais fiel quanto mais se confia nela.”
Thomas de Quincey
1785-1859
Ensaísta inglês
 
“Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir.”
Honoré de Balzac
1799-1850
Escritor francês
 
“Uma das desvantagens de não se ter nada para fazer é que não se pode ter um descanso.”
Anônimo
 
“O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano.”
Isaac Newton
1643-1727
Físico inglês
 
“A vitalidade se revela não apenas na capacidade de persistir, mas também na de começar tudo de novo.”
Francis Scott Fitzgerald
1896-1940
Escritor americano
criado por André Marcon    20:11 — Arquivado em: CITAÇÕES — Tags:, ,

“CAUSOS” DA CIÊNCIA XXIII

DA ENXADA AO CÉU
 
No dia 15 de janeiro de 1929, o astrônomo americano Vesto Slipher, diretor do Observatório Lowell, em Flagstaff, Estados Unidos, foi à estação da cidade receber um jovem que gostava de observar as estrelas. Nome: Clyde Tombaugh.
 
Aos 22 anos, filho de agricultores pobres, ele não tinha esperança de um dia chegar à universidade. Mas era obstinado. Entrou em contato com Slipher para pedir emprego no observatório, dizendo que estava disposto a fazer qualquer coisa para aprender com os profissionais.
 
Admirado, o diretor aceitou a proposta. Encarregou o jovem esforçado das tarefas mais simples, como cuidar do aquecimento, tirar a neve da cúpula que protege os telescópios ou acompanhar visitantes do observatório. Feito isso, podia usar os instrumentos para adquirir o treinamento básico.
 
Um ano e um mês depois de chegar a Flagstaff, Tombaugh descobriu Plutão, o nono planeta do sistema solar, transformando-se numa celebridade mundial.
 
FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 95. São Paulo: Editora Abril. Agosto de 1995. p. 90.
 
* * *
 
O PIONEIRO ESPERTO
 
O brasileiro Euryclides de Jesus Zerbini poderia ter sido o primeiro cirurgião a realizar um transplante cardíaco em seres humanos.
 
A partir de 1960, oito equipes ao redor do planeta treinavam em cães para a façanha.
 
O acordo era de só transplantar humanos quem tivesse na mesa de operação um paciente condenado e encontrasse, em poucas horas, um doador com morte cerebral.
 
A oportunidade surgiu, em fevereiro de 1967, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde Zerbini trabalhava. Mas ele foi proibido de fazer a cirurgia pela direção do hospital que, cautelosa, não se contentava com os 125 cachorros transplantados por sua equipe.
 
Dez meses mais tarde, o médico sul-africano Christiaan Barnard foi o pioneiro. Tendo realizado ainda menos cirurgias caninas que Zerbini, ele operou Lois Washkansky, que não era um paciente condenado.
 
Graças a Zerbini, o Brasil acabou sendo o terceiro país do mundo a realizar um transplante cardíaco, em maio de 1968.
 
FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 96. São Paulo: Editora Abril. Setembro de 1995. p. 90.
 
* * *
 
PINTANDO O CÉREBRO
 
O biólogo alemão Paul Ehrlich (1854-1915) descreveu, em 1877, algumas das principais características das células de defesa do corpo.
 
Em 1889, Ehrlich, tentava saber se existiam células defensoras alojadas nos vários órgãos internos de um indivíduo. Para localizá-las, ele injetava um corante azul em cobaias. A tinta cobria os tecidos mas não as células protetoras, de modo que estas últimas podiam ser identificadas ao microscópio.
 
Para sua surpresa, quando abria os animais, todos os seus órgãos estavam tingidos de azul, menos o cérebro. Curioso, o cientista trocou o corante por outros mais fortes e, mesmo assim, a cor da massa cinzenta permanecia inalterada. Diante disso, Ehrlich propôs a teoria de que o cérebro era protegido por uma espécie de muralha biológica.
 
Ele estava certo. Dez anos depois, outros cientistas comprovaram que, de fato, existe a chamada barreira de sangue cerebral, um mecanismo imprescindível de preservação da saúde.
 
FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 97 São Paulo: Editora Abril. Outubro de 1995. p. 90
criado por André Marcon    20:06 — Arquivado em: ciência — Tags:, , ,
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