PAPÉIS AVULSOS

BLOG DE AFORISMOS E “DESAFORISMOS” EM GERAL!

30/5/08

MANTENDO AS APARÊNCIAS

 

 

     Robercleison era pastor de uma seita evangélica de certo renome na cidade onde morava.

     Dedicado ao trabalho, ele não poupava esforços para ver sua obra de evangelização frutificar.

     Dentro ou fora da igreja, Robercleison era um exemplo de virtude moral e discrição.

     Ninguém nunca ouviu sequer um comentário a respeito de algo que manchasse sua reputação junto aos fiéis e à sociedade.

     Apesar de sua seita permitir o matrimônio de seus pastores, Robercleison não demonstrava interesse em se casar. Mesmo beirando os 30 anos de idade, nunca ninguém ouviu falar de que ele tinha ou teve algum relacionamento amoroso.

     Todos concluíam que ele era casado, mesmo, era com sua missão de evangelizar.

     Porém, o que todos nunca notaram e nem o poderiam fazer, era que, bem no fundo do âmago do ser de Robercleison, havia um segrego trancado a sete chaves pelo próprio,

     Um segredo que, se revelado, poria a perder sua imagem e a da sua igreja.

     Filho de uma família dona de uma fé fervorosa, o caçula de três irmãos teve uma educação rigorosa, baseada nos preceitos religiosos a que todos os membros da família pertenciam há gerações. A mãe cuidou para que todos os filhos fossem exemplos de boa conduta e temor ao deus que cultuavam. O menino Robercleison cresceu num ambiente em que assuntos como sexualidade, por exemplos, eram tratados com extrema severidade por seus educadores seja em casa ou na escola onde estudou.

     O problema foi que, desde pequeno, Robercleison se sentia diferente dos demais garotos. Franzino e delicado, o caçula parecia mais uma menina frágil e doce do que o varão que seus pais viam nele, e, quem sabe, poderia se tornar pastor da igreja a qual faziam parte e assim honrar o nome da família.

     O menino cresceu e, apesar da educação severa e da consciência de que era pecado, reprovado pelo deus que cultuava e tudo mais, inevitavelmente admitiu o que sua fé e sua educação tanto repudiavam: Robercleison era gay.

     Gay a ponto de, escondido, vestir as roupas da mãe, inclusive as peças íntimas, passar maquiagem no rosto e, nos poucos momentos livre das garras da religião e da família, extravasar seu espírito feminino miseravelmente aprisionado num corpo de homem.

     Apesar de seus pais apresentarem as filhas de famílias amigas, quem sabe até acordando um futuro matrimônio, Robercleison se limitava a cumprimentá-las sem interesse nenhum. No seu íntimo fervia o desejo por outros meninos e dado a impossibilidade de concretizar seus sonhos, Robercleison guardava a dor dentro de si e sofria calado.

     O tempo passou e Robercleison foi servindo à igreja a qual fazia parte até que, finalmente, ele começou sua missão como pregador. Mal sabia ele que seria aquele o palco da realização de seus sonhos mais secretos.

     Tudo começou três anos depois, quando um belo rapaz aparentando menos de 20 anos de idade começou a freqüentar os cultos da seita a qual Robercleison pertencia.

     Nessa época, Robercleison já era um pastor respeitado e não demorou a notar a presença daquele rapaz louro, de olhos azuis, pele lisa e que emanava uma aura angelical que no primeiro instante causou uma sensação estranha em Robercleison.

     Ele se sentiu atraído pelo jovem rapaz. Todo aquele sentimento aprisionado no interior de Robercleison brotou tal como um prisioneiro sacode as correntes que o mantêm cativo, na esperança de se libertar. Apesar de um pouco abalado, Robercleison manteve a linha.

     Após o culto, o rapaz se aproximou de Robercleison, se apresentou e disse que era a primeira vez que visitava a igreja e expressou seu interesse em continuar participando dos cultos.

     Ainda um pouco abalado pela sensação que o rapaz lhe causara, Robercleison deu as boas vindas ao rapaz e externou seu desejo de que o rapaz voltasse mais vezes, como quisesse.

     De fato, o rapaz, que se chamava Alberto, retornou nas semanas seguintes, sempre se sentando na primeira fileira, bem em frente do pedestal onde Robercleison pregava. Essa situação causava ao mesmo tempo constrangimento e alegria em Robercleison, que passou a nutrir uma paixão recolhida por aquele rapaz tão bonito e gentil.

     Assim se passaram três meses e, certo dia, após o mais um culto, os fiéis e as outras pessoas envolvidas nos trabalhos se retiraram e somente Robercleison e Alberto permaneceram no local. Àquela altura, eles já mantinham uma amizade cordial e costumavam sair juntos por último, já que Robercleison morava num cômodo anexo à igreja e era responsável por trancar portas e janelas.

     Foi daí que Alberto chegou bem próximo de Robercleison e declarou que estava apaixonado por ele.

     A revelação caiu como uma bomba sobre Robercleison, que, aturdido, não sabia se deixava sua reputação e seu dever como pastor falar mais alto, ou seu amor proibido e guardado no seu peito.

     Antes que Robercleison pudesse responder, Alberto o tomou em seus braços e beijou-lhe lascivamente os lábios. Sem saber mais o que pensar, o pastor apenas se deixou levar pelos seus instintos.

     Entre beijos e abraços sôfregos, pastor e fiel caíram no altar e lá mesmo consumaram o ato sexual, que mais parecia um ritual de libertação para ambos os amantes, principalmente para Robercleison, que, enfim, realizava plenamente seus sonhos.

     A partir daquele momento, Robercleison e Alberto mantiveram um relacionamento amoroso mais que secreto. Seus encontros eram meticulosamente arranjados, diferente daquele dia, em que o momento e a tensão nem fizeram os dois temerem um flagra em plena igreja. Foi um sufoco, mas, ao mesmo tempo, foi a época mais feliz da vida de Robercleison. Alberto era tudo o que ele poderia desejar de bom na vida.

     Só que, como o que é bom dura pouco, depois de um ano veio a notícia: Alberto iria viajar para a Europa a mando da empresa na qual trabalhava e não havia previsão de retorno. Robercleison até cogitou largar a igreja e partir com seu amor, mas, depois, ponderando com calma, concluiu que aquilo seria o mesmo que jogar na lama seu nome e o da sua família. Afinal, o abandono da igreja em si já seria motivo de reprovação. Como o mundo era pequeno, não tardaria para que seu relacionamento com Alberto fosse descoberto e chegasse aos ouvidos da comunidade e aí sim tudo estaria perdido.

     Baseado em tudo isso, com imensa dor no coração, Robercleison terminou o relacionamento com Alberto.

     Depois que seu amor se foi, Robercleison continuou seu trabalho na igreja esforçando-se para não demonstrar a dor que dilacerava seu ser. Como o tempo cura as feridas, tudo pareceu voltar à velha rotina de antes.

     E ninguém desconfiou que naquele mesmo altar onde o “deus da criação” era adorado nascera e fora consumado um amor que sequer poderiam imaginar.

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FRASES e IDÉIAS XXIX

Johann Wolfgang von Goethe

 

 

“Tudo na vida é suportável, à exceção de muitos dias de felicidade contínua”
Johann Wolfgang von Goethe
1749-1832
Escritor alemão

“O perigo é o grande remédio para o aborrecimento”.
Graham Greene
1904-1991
Escritor inglês

“Eu não invento nada, eu redescubro”.
Auguste Rodin
1840-1917
Escultor francês

“Muitas pessoas poderiam ter sucesso em pequenas coisas se não se deixassem atormentar por grandes ambições”.
Henry Wadsworth Longfellow
1807-1882
Poeta americano

“Temos duas orelhas e uma só boca, justamente para escutar mais e falar menos”.
Zenon de Citión
séculos IV-III a.E.A.
Filósofo grego

“Nunca é tarde para não se fazer nada”.
Allen Ginsberg
1926-1997
Poeta americano

“Para que nasçam virtudes é necessário semear recompensas”.
Provérbio oriental

“Ninguém pode ser bom por muito tempo se não houver uma demanda por bondade”.
Bertolt Brecht
1898-1956
Dramaturgo alemão

“Pessimista é aquele que acha que já se chegou ao pior. O otimista diz que tudo sempre pode piorar”.
Abel Agabenguian
1933
Economista soviético

“Não devemos ser malcriados, mas devemos aparentar que somos”
Orson Welles
1915-1985
Cineasta americano

“O povo que valoriza seus privilégios acima de seus princípios logo perde uns e outros”.
Dwight D. Ensenhower
1890-1969
Estadista americano

“Quanto mais o homem planeja seu procedimento mais fácil será encontrar-se com a casualidade”.
Friedrich Dürrenmatt
1921-1990
Dramaturgo suíço

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“CAUSOS” DA CIÊNCIA III

ATÉ DEPOIS QUE A MORTE OS SEPAROU

     O casal Pierre e Marie Curie foi um extraordinário exemplo de fidelidade conjugal e científica.

     Eles trabalharam juntos, anos a fio, pesquisando a radioatividade – e em 1903 receberam juntos o Prêmio Nobel de Física. Essa fidelidade continuou mesmo depois da morte de Pierre, em 1906, atropelado por uma carruagem.

     Marie assumiu sua cátedra de Física na Sorbonne e começou a primeira aula exatamente no ponto em que ele interrompera a última, momentos antes do acidente fatal:

     — Quando consideramos os progressos feitos pelas teorias da eletricidade…

FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 7. São Paulo: Editora Abril, Abril de 1988. p. 43.

* * *

O LADO PRÁTICO DOS TABUS

     Margaret Mead, a notável antropóloga americana, sempre preferiu observar os povos primitivos para produzir seus trabalhos científicos. Que abrangeram pontos variados da cultura e da Psicologia, do comportamento sexual, do caráter, das mudanças culturais.

     Mas, mesmo com toda essa experiência, ela se espantou com o grau de objetividade do nativo da Nova Guiné a quem interrogou sobre o tabu do incesto.

     Margaret esperava um longo falatório sobre a ira dos deuses, pesados castigos para a tribo ou para a pessoa incestuosa.

     Mas o nativo, de senso muito prático, mirando o horizonte do alto do monte Arapesh, onde eles se encontravam, explicou placidamente:

     — Se você se casar com sua irmã, você não terá cunhado. Com quem você vai trabalhar? Com quem você vai caçar? Quem ajudará você?

FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 8, São Paulo: Editora Abril, Maio de 1988. p. 82.

* * *

ERRAR É HUMANO

     Às 16h30 do dia 13 de Setembro de 1768, uma pedra caiu em Lucé, pequena vila perto de Chartres, na França.

     Apesar de aterrorizados, os moradores foram ver do que se tratava e produziram um minucioso relatório para a Academia Real de Ciências. Nele informavam com precisão que a pedra pesava 1 quilo e meio e “caíra do céu, brilhando”.

     A Academia nomeou uma comissão para investigar o fenômeno e entregou sua presidência a um jovem químico que acabara de ser admitido como sócio.

     A comissão rejeitou a idéia de que a pedra caíra do céu e proclamou, sem nenhuma dúvida:

     — Trata-se de um pedregulho vitrificado por um raio, sem nenhum interesse para a ciência.

     A pedra foi destruída e só por acaso conservaram-se 166 gramas, mas em Viena, na Áutria.

     Apesar do início bisonho, o presidente da comissão fez uma carreira brilhante. Na verdade, Antoine-Laurent Lavoisier consagrou-se como o “pai da Química moderna”, e até sua morte, na guilhotina, em 1794, foi mundialmente reconhecido como um notável cientista.

FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 9. São Paulo: Editora Abril, Junho de 1988. p. 81.

criado por André Marcon    20:14 — Arquivado em: ciência

EVOLUÇÃO EM DESTAQUE II

Descoberto cérebro de ave de 90 milhões de anos

     O cérebro de um pássaro de mais de 90 milhões de anos, extraordinariamente bem preservado, foi descoberto na Rússia, fornecendo assim indicações inéditas sobre a evolução dos sentidos das aves, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira (hora local) no periódico Biology Letters, da Sociedade Real britânica.

     O fóssil, encontrado nas camadas geológicas datadas de 95 e 93 milhões de anos do sítio de Melovatka, na região de Volgogrado (800 km ao sul de Moscou), conserva alguns elementos do cérebro deste pássaro primitivo, disse Evgueni Kurotchkine, do Instituto de Paleontologia da Academia russa de Ciências.

SERVIÇO

     Leia mais em:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1526216-EI319,00.html  

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Science escolhe teoria da evolução como fato científico de 2005

Por Deborah Zabarenko

     WASHINGTON (Reuters) - A revista Science proclamou na quinta-feira que a evolução é o fato científico de 2005. A teoria da seleção natural foi publicada em 1859 por Charles Darwin, em "A Origem das Espécies", mas corroborada por várias pesquisas neste ano, argumentaram os editores.

     "Em meio a essa efusão de resultados, 2005 fica como um ano simbólico por descobrir os meandros de como a evolução realmente ocorre", escreveram.

     Uma das pesquisas deste ano demonstrava a diferença de meros 4 por cento entre o DNA de humanos e chimpanzés.

SERVIÇO

     Leia mais em:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2005/12/22/ult729u53001.jhtm  

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Cientistas descobrem gene que determina tamanho de cães

Reuters 

     CHICAGO – Um único gene torna alguns poodles pequenos como bolsas de mão e faz com que dogues alemães consigam olhar um pônei de igual para igual, afirmaram cientistas norte-americanos na quinta-feira. A descoberta pode ajudar a explicar as diferenças de tamanho e algumas doenças presentes nos seres humanos. Os cães variam muito de tamanho, mais do que qualquer outro mamífero. A chave para essas diferenças parece ser uma variante do gene de crescimento IGF1, afirmaram os pesquisadores na edição desta semana da revista Science.

     - Descobrimos que o IGF1 é um regulador mestre para determinar o tamanho do corpo de cães domésticos – afirmou Nathan Sutter, do Instituto Nacional de Pesquisa sobre o Genoma Humano, um dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

SERVIÇO

     Leia mais em:

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2007/04/05/295248694.asp

criado por André Marcon    20:09 — Arquivado em: ciência

LAMBANÇAS DA IGREJA II

Pastor evangélico acusado de pedofilia e de matar menor vai a júri popular

     BRASÍLIA - O pastor evangélico Sílvio dos Santos Galiza, acusado de matar o menor Lucas Vargas Terra na Lagoa do Abaeté, Salvador-BA, deve ser levado a júri popular. O ministro Paulo Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou recurso para reavaliar a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que confirma uma sentença da 2ª Vara Criminal da Infância e da Juventude e leva Sílvio Galiza ao Tribunal do Júri.

     Sílvio Galiza vai ao júri responder por crime triplamente qualificado. Segundo consta no processo, o pastor matou Lucas, de 14 anos, por motivo torpe. Acusado de pedofilia, o pastor, de acordo com o inquérito da polícia, teria abusado e queimado vivo o menor no dia 21 de março de 2001 num ato injusto. O inquérito durou sete meses de investigação e, no dia 08 de novembro, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do réu.

     O pastor pertence à Igreja Universal do Reino de Deus.O advogado defende no STJ não haver autoria de crime que justifique as decisões e enumera um rol de testemunhas a favor do réu. Para o advogado, seu cliente não pode ser condenado apenas por ter sido a última pessoa a encontrar o menor.

     O ministro Paulo Gallotti, no STJ, não chegou a analisar o pedido do pastor para não ir a júri. Ele negou o recurso em razão de os auto não estarem devidamente instruídos. Dessa forma, fica mantida a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia.

     As informações estão no site do Superior Tribunal de Justiça.

SERVIÇO

http://imirante.globo.com/plantaoi/plantao.asp?codigo1=37134  

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Ministério Público denuncia Igreja Universal por demolir casarões

PAULO PEIXOTO

da Agência Folha, em Belo Horizonte

     A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais ofereceu denúncia nesta quinta-feira contra a Igreja Universal do Reino de Deus e seu representante no Estado, João Batista Macedo da Silva, pela demolição, no último dia 15, de quatro casarões dos anos 40, na zona sul de Belo Horizonte (MG).

     Três deles estavam em processo de tombamento pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico.

     Tanto o MPE quanto o Patrimônio Histórico alegam que a Universal tinha conhecimento do processo de tombamento, já tinha sido notificada por escrito pela Prefeitura de Belo Horizonte para não demoli-los, mas, mesmo assim, 16 dias antes da reunião do conselho que decidiria pelo tombamento, pôs os casarões no chão para construir nos lotes um estacionamento para o megatemplo que possui na mesma quadra desde o ano passado.

     Os promotores, na mesma ação em que pedem a condenação dos responsáveis, requereram também a suspensão total das atividades do templo no bairro de Lourdes por falta de licenciamento ambiental. Eles pedem o fechamento até que o licenciamento seja regularizado.

     Ninguém na sede da Universal foi encontrado para falar sobre a denúncia.

     Há dez dias, o pastor Carlos Henrique Silva, vereador pelo PL em Belo Horizonte que vinha discutindo a questão do tombamento com o Patrimônio Histórico, disse à Folha que a prefeitura havia informado que "somente o registro documental histórico era suficiente", não sendo necessário manter as construções de pé. Segundo ele, a questão agora será discutida na Justiça.

     Com base nas medidas aprovadas ontem pelo conselho, a Promotoria prepara ainda ação civil pública requerendo a reparação dos danos causados. Como medidas compensatórias pelas demolições, o conselho quer que, em vez do estacionamento, a Universal construa nos lotes um memorial aberto ao público, devendo a contratação do projeto, execução das obras e manutenção da edificação ficar a cargo dos responsáveis pela demolição.

     Além disso, determinou como compensação a recuperação das calçadas da referida quadra, a restauração de uma praça próxima ao templo e a viabilização da desapropriação e restauração de um antigo cinema, na mesma praça, tombado pelo Patrimônio Histórico do município.

SERVIÇO

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u112616.shtml  

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Religioso americano diz que Chávez deve ser assassinado

da Folha Online

     O líder evangélico Pat Robertson, que faz pregação sobre o cristianismo em uma rede de TV dos Estados Unidos, afirmou em seu programa "The 700 Club" que os EUA devem matar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, para que o país sul-americano deixe de ser uma base para o extremismo.

     "Nós temos capacidade para derrubá-lo e acho que já é hora de usar essa capacidade", afirmou Robertson ontem no programa. "Esse [Chávez] é um perigoso inimigo para o nosso sul controlando uma imensa quantidade de petróleo."

     Chávez sempre afirmou que o governo norte-americano tem feito esforços para derrubá-lo da Presidência. Os Estados Unidos negam a acusação, mas afirmam que o presidente venezuelano usa o petróleo para minar a democracia na América Latina.

     O "televangelista" –como se tratam os pregadores da TV– ainda disse que Chávez irá transformar a Venezuela em uma base para a infiltração comunista e para o extremismo muçulmano por todo o continente. Para Robertson, matar o presidente seria "mais barato" do que começar uma guerra.

     Chávez, que atualmente visita Cuba, foi derrubado do poder por dois dias em abril de 2002. Os EUA, que não condenaram a tentativa de golpe imediatamente, negam que tenham tido envolvimento com o ocorrido.

SERVIÇO

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u86980.shtml

criado por André Marcon    20:07 — Arquivado em: RELIGIÃO

23/5/08

O TROTE

 

     — Foda-se! Vai tomar no cu!

     Após estas palavras, ouviu-se um estampido.

     O corpo caiu no chão, onde permaneceu inerte.

     Gritos de pavor e de indignação ecoaram pela rua principal da cidade.

     A pessoa que proferiu a frase, que seria a sua última em vida, já não pertencia mais a este mundo.

     A multidão enfurecida cercou o autor do disparo e demonstrou ímpetos de linchá-lo ali mesmo.

     O atirador, impassível, demonstrava não se importar com mais nada dali por diante. Largou a arma e entregou-se ao ódio dos circundantes.

     O que teria acontecido?

     Para entendermos a situação, precisaremos recuar dois dias antes do fatídico acontecimento.

     O atirador se chamava Gustavo, rapaz de 19 anos que prestara vestibular naquele ano e fora aprovado. Certo dia, Gustavo recebeu um telefonema de uma pessoa que se dizia da secretaria da faculdade e esta lhe informou que ele precisava comparecer ao recinto munido de alguns documentos em certo dia e horário.

     No dia e hora marcada, Gustavo estava diante dos portões da faculdade, pronto para adentrar o local, quando dois homens encapuzados lhe renderam, o amordaçaram, cobriram sua cabeça com um saco, algemaram suas mãos e o jogaram dentro de um automóvel, que saiu em disparada.

     Gustavo nem sabia no que pensar naquele momento de terror. Sem saber pra onde estava sendo levado, ele só podia notar que o veículo circulava já há muito tempo. Uma espécie de cano frio estava encostado em sua cabeça. Seria o revólver dos seqüestradores, imaginou.

     Depois de muito rodar, finalmente o carro estacionou. Rudemente, os seqüestradores empurraram Gustavo até uma espécie de apartamento, jogando-o num canto. Eles tiraram o saco que cobria a cabeça de Gustavo e este pôde ver no que estava metido: num quarto escuro e sujo, rodeado por quatro homens encapuzados.

     Um deles removeu o pano que amordaçava Gustavo e exigiu que ele dissesse o nome e o telefone de seus familiares, para anunciar o seqüestro e pedir o resgate.

     Por um instante, Gustavo hesitou, mas o revólver apontado para ele o fez dizer o que os seqüestradores queriam saber, sem muita resistência. Após Gustavo falar, este foi novamente amordaçado e teve os olhos vendados.

     Gustavo pôde apenas ouvir a movimentação dos seqüestradores: a ligação para a família, que àquela altura deveria estar aflita, os passos impacientes dos seqüestradores, as conversas dúbias que os seqüestradores mantinham entre si, etc.

     Sem poder enxergar, Gustavo não sabia se era dia ou se era noite, nem quanto tempo havia passado desde que fora interceptado na porta da faculdade. Para ele, parecia ter passado uma eternidade. Um turbilhão de pensamentos o encheu de medo e terror. Pensou na mãe e no pai, em sua irmã mais nova, em seus amigos e tudo o que fazia parte de sua vida até então. Gustavo sentiu medo de perder tudo aquilo que lhe era caro. E temeu pela segurança de seus entes queridos.

     Impotente, restou a Gustavo apenas chorar em silêncio naquele canto escuro do apartamento desconhecido.

     Horas que pareceram séculos depois, os seqüestradores anunciaram que já haviam comunicado os parentes de Gustavo e pedido o resgate. Os pais de Gustavo concordaram em pagar a soma exigida, e a troca seria feita às 23 horas daquele mesmo dia, em uma ponte deserta. A rapidez com que aquilo fora acertado soou estranho para Gustavo, mas este estava com os nervos em frangalhos para desconfiar de algo. Apenas guardou silêncio.

     Na hora marcada, os seqüestradores jogaram Gustavo dentro do carro e, como da primeira vez, circularam durante muito tempo antes de parar onde deveria ser o local da troca negociada entre os seqüestradores e os pais de Gustavo.

     Porém, quando Gustavo, escoltado por seus seqüestradores, desceu do carro e teve a venda que cobria seus olhos e a mordaça que tapava sua boca removida, ele viu diante de si dezenas de jovens rindo da cara dele e dizendo gracinhas. Os seqüestradores tiraram seus capuzes e juntaram ao coro das risadas.

     Confuso e exausto, Gustavo só pode se escorar no carro em que chegara ali e olhar, aturdido, aquela turba sorridente e zombadora.

     Um dos seqüestradores tratou de explicar o que acontecera: o telefonema da secretaria da faculdade, o seqüestro, o pedido de resgate e tudo o mais não passara de mais um dos famigerados trotes dos veteranos da escola onde Gustavo fora aprovado. Tudo não passava de mentirinha.

     Dito isto, vendo o estado catatônico de Gustavo, um dos veteranos disse que levaria o calouro pra casa, pois devia, com razão, estar cansado daquilo tudo. Chegando em casa, Gustavo não quis fazer nada a não ser cair na cama e acreditar que tudo não tinha sido um pesadelo. Mas não foi.

     Gustavo passou aquela noite em claro remoendo tudo o que passara desde a porta da faculdade até o desfecho daquilo que foi a experiência mais traumática de sua vida. E nutriu um ódio mortal por cada um que o fizera passar por aquilo tudo.

     No dia seguinte, Gustavo decidiu ir até à faculdade tomar satisfações com a diretoria sobre aquilo tudo. Sem demonstrar surpresa, o diretor se limitou a dizer que aquilo não era alçada da faculdade e que os alunos eram os únicos responsáveis pelos seus trotes. Aquilo aborreceu Gustavo sobremaneira.

     No dia seguinte, Gustavo, por coincidência, topou com um dos veteranos que fizera o trote. Fora de si, Gustavo foi tomar satisfações com ele, pois não se conformara de ter sido vítima de algo tão cruel e tudo ficar por aquilo mesmo.

     Gustavo começou a bater boca com o veterano ali no meio da rua, mesmo. Quem passava no momento olhava torto praquela cena constrangedora. O veterano tentava se explicar, mas Gustavo disparava uma metralhadora de críticas, reclamações, indignação e raiva.

     Cansado daquela discussão que não chegava a lugar algum, o veterano se disse:

     — Eu já expliquei tudo o que tinha pra explicar. Se até o diretor da faculdade já disse que isso é problema só nosso, paciência. Entendo sua revolta, mas você não é o primeiro que cai num trote e nem será o último. Agora com licença, que tenho que ir.

     Inconformado, Gustavo chamou o veterano de um monte de coisas. Este, farto daquela situação, encarou Gustavo com desdém e se limitou a dizer:

     — Foda-se! Vai tomar no cu.

     Depois disso ouviu-se um estampido.

     O corpo do veterano caiu no chão, onde permaneceu inerte.

     Enquanto a confusão se instalava na rua, na casa de Gustavo, o pai dele se perguntava onde teria ido parar o revólver que guardara em uma caixa encima da estante…

criado por André Marcon    20:04 — Arquivado em: CRÔNICAS

FRASES e IDÉIAS XXVIII

Thomas Henry Huxley

 

“O homem tem de controlar a ciência e, ocasionalmente, checar a tecnologia”.
Thomas Henry Huxley
1825-1895
Zoólogo inglês

“A diferença entre a palavra adequada e a quase correta é a mesma que existe entre um raio e um pirilampo”.
Mark Twain
1835-1910
Escritor americano

“Tudo o que uma pessoa possa imaginar, outras podem tornar real”.
Julio Verne
1828-1905
Escritor francês

“O melhor da vida é o passado, o presente e o futuro”.
Píer Paolo Pasolini
1922-1975
Cineasta italiano

“O homem nunca encontrou uma definição para a palavra liberdade”.
Abraham Lincoln
1809-1865
Estadista americano

“O gênio faz o que deve e o talento o que pode”.
George Bulwer-Lytton
1803-1873
Escritor inglês

“Não se viaja para ir a alguma parte, mas para ir”.
Robert Louis Stevenson
1850-1894
Escritor inglês

“Os que sabem realmente viver são aqueles que se comparam com gente que vive pior do que eles”
André Maurois
1885-1967
Escritor francês

“A ciência está sempre errada. Nunca resolve um problema sem criar outros dez”.
George Bernard Shaw
1856-1950
Dramaturgo irlandês

“Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento pela afirmação de que é verdade aquilo que eles desejam”.
Bertrand Russell
1872-1970
Filósofo inglês

“Quanto mais os seres humanos planejam, mais eles acertam acidentalmente”.
Friedrich Dürrenmatt
1921-1990
Dramaturgo suíço

“O enigma não existe. Se a questão pode ser colocada no todo, também pode ser respondida”.
Ludwig Wittgenstein
1889-1951
Filósofo austríaco

“Surpreender-se, admirar-se, é começar a entender”.
José Ortega y Gasset
1883-1955
Filósofo espanhol

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“CAUSOS” DA CIÊNCIA II

 

COISA DE FAMÍLIA

     Sobre a Origem das Espécies pela Seleção Natural, de Charles Darwin, foi o livro mais vendido em 1859, ano de seu lançamento na Inglaterra. Fez tantos fãs incondicionais quanto inimigos mortais e provocou ferozes polêmicas. Por sua eloqüência, os mais festejados, um em cada lado, eram o anatomista e antropólogo Thomas Henry Huxley e o bispo de Oxford, Samuel Wilberforce.

     Numa discussão pública diante de grande e apaixonada assistência, o bispo foi implacável. Depois de uma série interminável de críticas à nova teoria, tentou utilizá-la para ridicularizar Huxley:

     — Seu ancestral símio é parente de seu avô ou de sua avó?

     O cientista não perdeu a calma. Pacientemente, demoliu todas as bobagens que o oponente havia dito e respondeu à pergunta final no mesmo tom:

     — Prefiro ser parente de um macaco que de um homem que usa a eloqüência para destruir a verdade.

FONTE: Seção Dito e Feito. In:  Superinteressante. nº 4. São Paulo: Editora Abril, Janeiro de 1988. p. 82.

* * *

O MATA-MOSQUITOS

     Quando Oswaldo Cruz prometeu, em 1902, acabar com a febre amarela no Rio de Janeiro em três anos, o combate à doença era feito com o isolamento dos doentes e a queima de colchões, roupas e objetos por eles usados. Acreditava-se que o contágio se desse pelo contato direto.

     Oswaldo Cruz mudou tudo: causando uma grande agitação, mandou acabar com os focos de mosquitos, para ele os verdadeiros transmissores da doença.

     Foi uma gritaria geral: protestos, manifestações em praça pública, levantes militares contra o governo. Inquieto, o presidente Rodrigues Alves insinuou a Oswaldo Cruz:

    — Para acalmar a situação, o senhor não poderia mandar queimar alguns colchões e pelas de roupa, enquanto mata os mosquitos?

     O cientista foi claro:

     — Se fizer isso, quanto o combate aos mosquitos acabar com a febre vão dizer que foi aquela medida que produziu resultados, e não esta.

     Saiu do gabinete e ainda ouviu Rodrigues Alves comentar:

     — É impossível que esse moço não tenha razão.

     Ainda bem que pelo menos ele confiou: três anos depois não havia mais febre amarela no Rio de Janeiro.

FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 5. São Paulo: Editora Abril, Fevereiro de 1988. p. 37.

* * *

FILOSOFIA DE BOTEQUIM NA ACADEMIA

     Em maio de 1974, a Royal Society, de Londres, promoveu uma reunião para discutir a existência de vida fora da Terra.

     Não era sem tempo, pois a era das viagens interplanetárias se incrementava e havia grande curiosidade sobre o tema.

     Mas desde o começo foi grande a decepção: os cientistas presentes se perderam numa conversa interminável sobre o que é a vida, o que a caracteriza, em que momento exato do processo de evolução ela começou, o que é um ser vivo e o que não é.

     E nisso ficariam se não ocorresse ao brilhante zoologista inglês Peter Brian Medawar, Prêmio Nobel de Medicina de 1960, nascido no Rio de Janeiro em 1915, falecido no ano passado (1987), uma frase ferina:

     — Senhores, todos aqui nesta sala sabem a diferença entre um cavalo vivo e um cavalo morto. Por favor, vamos deixar de chicotear este último.

FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 6. São Paulo: Editora Abril, Março de 1988, p. 27.

criado por André Marcon    19:58 — Arquivado em: ciência

EVOLUÇÃO EM DESTAQUE I

 

Dino não oprimia mamífero, diz estudo

Paleontólogo afirma que explosão de diversidade dos animais da classe dos humanos ocorreu antes do que se pensava

Nova análise mostra que mamíferos foram capazes de se diversificar mesmo enquanto os dinossauros ainda dominavam a Terra

DA REDAÇÃO

     Muita gente já ouviu essa história: o impacto de asteróides que eliminou os dinossauros há 65 milhões de anos permitiu que os mamíferos -até então animais pequenos, "oprimidos" pelos grandes répteis- pudessem se diversificar e se espalhar pelo mundo. Seria mesmo uma bela história. Se fosse verdade.

     Mas um estudo publicado hoje sugere que a tal opressão ecológica dos dinossauros sobre os mamíferos simplesmente não existiu. A classe de animais peludos e de sangue quente à qual pertencem os seres humanos experimentou uma grande explosão evolutiva não há 65 milhões, mas há 93 milhões de anos. Naquela época, dinossauros reinavam absolutos sobre a Terra. E, ainda assim, houve espaço para os mamíferos se diversificarem.

     Mas um estudo publicado hoje sugere que a tal opressão ecológica dos dinossauros sobre os mamíferos simplesmente não existiu. A classe de animais peludos e de sangue quente à qual pertencem os seres humanos experimentou uma grande explosão evolutiva não há 65 milhões, mas há 93 milhões de anos. Naquela época, dinossauros reinavam absolutos sobre a Terra. E, ainda assim, houve espaço para os mamíferos se diversificarem.

     O estudo sai hoje na revista "Nature", desafiando a noção de que mamíferos se aproveitaram dos nichos ecológicos deixados vagos pelos dinos após a megaextinção, numa bomba evolutiva de "pavio curto". Os dados indicam que a explosão que daria origem aos ancestrais das 4.554 espécies conhecidas de mamíferos modernos aconteceu, numa bomba de "pavio longo", com duas grandes detonações. A primeira há 93 milhões de anos, a última há cerca de 50 milhões de anos.
A nova hipótese pode exigir uma revisão nos livros didáticos. "Isso é ciência de verdade. A argumentação é sólida, os dados são sólidos", disse o paleontólogo Reinaldo José Bertini, da Unesp de Rio Claro. "Todo mundo tinha esse faro, mas ninguém tinha evidências ainda porque os fósseis daquele período são muito raros."

     Os próprios autores do estudo dizem não ver "nenhum conflito" com os dados existentes. "A explosão de 65 milhões de anos atrás aconteceu, mas não entre os grupos de mamíferos nos quais a maioria das pessoas pensa", afirma o canadense Olaf Bininda-Emonds, da Universidade de Jena, Alemanha, autor principal do estudo.

     Os mamíferos que se aproveitaram do fim dos dinos foram todos grupos que hoje estão extintos, como os chamados multituberculados, animais parecidos com roedores e de dentes esquisitos.

     O trabalho de Bininda e seus colegas reabilita os mamíferos do Cretáceo (último período da era dos dinossauros), que costumam ser pintados em livros e documentários de TV como bichos minúsculos e tímidos, todos parecidos com um rato.

     Indícios de que essa imagem era falsa têm surgido aqui e ali. Em 2005, por exemplo, chineses apresentaram fósseis de um mamífero do Cretáceo que devorava dinossauros, o Repenomamus. Estudos de DNA também apontam para uma origem muito antiga dos placentários, divisão à qual pertence a maioria dos mamíferos modernos.

     "Mas muitos paleontólogos são céticos sobre isso", por falta de evidência fóssil direta, diz Bininda. Seu estudo diz que a primeira diversificação de placentários foi entre 93 milhões e 85 milhões de anos atrás.

     Mas, se a tese da liberação ecológica pela extinção dos dinos não causou os surtos de diversificação dos mamíferos, o que o fez? "Ambas as radiações coincidem com episódios de mudança climática mas, ao mesmo tempo em que é tentador inferir daí uma causa direta, não há nenhuma evidência material disso por enquanto."

FONTE:

Folha de S. Paulo, quinta-feira, 29 de março de 2007

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Pais fizeram homem perder pêlos, diz estudo

     Genitores de bebês teriam preferido os ‘pelados’ como bonitos ao longo da evolução.
Perda de ‘cobertura’ só teria acontecido nos últimos 200 mil anos, com Homo sapiens.

     Uma pesquisadora americana decidiu usar uma abordagem radical para tentar explicar um dos enigmas mais antigos da biologia humana: por que diabos nós somos primatas "nus", com pouquíssimos pêlos no corpo. Para ela, nossa aparência comparativamente bizarra é o resultado de gerações e gerações de mamães pré-humanas que tendiam a preferir os bebês com poucos pêlos, os quais acabaram se tornando campeões de sobrevivência.

     O estudo da psicóloga Judith Rich Harris está numa edição recente da revista científica "Medical Hypotheses" e acaba de ganhar um prêmio organizado pela publicação para as melhores teorias na área médica. Harris, autora de diversos livros sobre o desenvolvimento humano, postula um novo mecanismo para a evolução da pele pelada, a chamada seleção parental.

SERVIÇO

      Leia mais em:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL15851-5603,00.html  

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China: fósseis mudariam teoria da evolução humana

     Os ossos fossilizados de um homem moderno primitivo descobertos em Pequim sugerem que a teoria de que o Homo sapiens teria surgido na África, de onde teria saído para povoar o resto do mundo, pode ser mais complexa do que se pensava, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

     Os restos fossilizados foram encontrados em 2003 na caverna Tianyuan, perto de Pequim. Eles datam de cerca de 42 mil anos atrás, o que o torna o esqueleto mais antigo do homem moderno já descoberto na Eurásia oriental e um dos seres humanos mais antigos da região, afirmam os autores do estudo, o antropólogo Erik Trinkaus e o paleoantropólogo Hong Shang, ambos da Universidade de Washington.

SERVIÇO

      Leia mais em:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1523717-EI319,00.html

criado por André Marcon    19:54 — Arquivado em: ciência

LAMBANÇAS DA IGREJA I

 

Igreja Univer$al: Rodrigues nega ter matado colega e ataca adversários

     Acusado de ter mandado matar um parlamentar em 2003, de instalar o `mensalão’ na Alerj e de operar com a máfia dos bingos, o ex- deputado Carlos Rodrigues (sem partido-RJ) teve sua situação agravada. A CPI dos Bingos recebeu uma série de documentos que levantam mais dúvidas sobre sua atuação política. Um deles indica que o ex-bispo exigia que cada nomeado seu – a um cargo público estadual – repassasse de R$ 50 mil a R$ 300 mil.

     Com a voz embargada, o ex-deputado negou todas as denúncias. Assumiu apenas que recebeu R$ 250 mil do empresário Marcos Valério – denunciado como o operador do `mensalão’. Dinheiro que teria usado para pagar dívidas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio.

     Minutos antes de Rodrigues, Jorge Luiz Dias, ex-funcionário do deputado Valdeci Paiva de Jesus (assassinado em 2003 com 19 tiros), reiterou suas suspeitas de que o ex-deputado mandou matar seu chefe. "O bispo deu ordens para fazer um `mandado de busca e apreensão’ na casa do pastor Valdeci, 20 a 30 minutos depois de ele estar morto. Disse que era para eu responsabilizar o (deputado) Marcos Abrahão", afirmou Dias, assumindo que seu filho e um motorista foram à casa do deputado onde pegaram dinheiro, jóias e fitas (de gravações telefônicas). Material que disse ter sido entregue a Rodrigues.

Ex-bispo diz que pastor pressentiu sua morte

     O ex-bispo confirmou ter recebido uma caixa com os pertences de Valdeci. Mas, segundo ele, a orientação para pegar o material foi do pastor, que pressentia sua morte. "O Valdeci me deixou um bilhete dizendo que os R$ 50 mil e os US$ 80 mil eram para comprar apartamento para os filhos. Ele era meu irmão, eu o amava" , afirmou o ex-bispo, com a voz embargada, informando que repassou o dinheiro para família do morto.

     O ex-bispo só admitiu ter recebido R$ 250 mil, de Marcos Valério. Ele disse que houve um acordo para apoiar o PT no segundo turno, pois no primeiro a aliança foi feita com o ex-governador Anthony Garotinho para garantir a eleição do senador Marcelo Crivella (PL-RJ), bispo da Universal. "Sem apoio do Garotinho, não conseguiríamos eleger o Crivella", concluiu.

SERVIÇO

http://odia.ig.com.br/brasil/htm/geral_5673.asp  

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Bispo do México diz que Igreja recebe dinheiro de traficantes

     CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Um bispo mexicano entrou em rota de colisão com o governo do México na terça-feira ao afirmar que a Igreja Católica aceita doações dos traficantes de drogas, e que elas são "purificadas" quando chegam aos cofres da igreja.

     Ramón Godínez, bispo de Aguascalientes, no centro do México, disse que as doações dos traficantes acontecem "em todo lugar" no país, acrescentando que "não cabe a nós investigar de onde vem o dinheiro", afirmou o jornal Reforma.

     "Não é necessário queimar o dinheiro só porque ele é ruim. É melhor transformá-lo… Soube de casos em que ele foi purificado", afirmou.

     As declarações criaram polêmica no México, um país onde só este ano mais de mil pessoas foram assassinadas na guerra do tráfico, principalmente nas cidades próximas à fronteira com os Estados Unidos.

     O porta-voz do governo Ruben Aguilar criticou as declarações de Godínez numa entrevista coletiva na terça-feira, dizendo aos repórteres que "ninguém pode permitir que o crime organizado aja impunemente".

     "Ninguém pode receber dinheiro ilegal sob nenhuma circunstância, e ninguém pode promover a lavagem de dinheiro dessa forma", acrescentou.

     As afirmações do bispo estão fora de compasso com a Igreja Católica. Bispos do norte do México disseram este ano que o tráfico de cocaína, maconha e anfetaminas contraria os ensinamentos da igreja.

SERVIÇO

http://br.news.yahoo.com/050920/5/xm97.html   

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Padre pedófilo assume responsabilidade por atos

     Um padre canadense de 65 anos, passível de ser condenado a 20 anos de prisão por violar um menor, assumiu a responsabilidade por seus atos, nesta segunda-feira, na abertura de seu julgamento em Evreux. O julgamento deverá durar três dias. Denis Vadeboncoeur, já condenado no Canadá por fatos semelhantes, foi processado em 2000 por um homem de 25 anos, que afirmou ter sido sua vítima entre os 14 e os 17 anos.

     O padre havia sido condenado em 1985 no Canadá a 20 meses de prisão por "atentado ao pudor agravado pelo crime de sodomia e de agressões sexuais a adolescentes". Apesar disso, Denis Vadeboncoeur foi nomeado em 1988 padre da paróquia de Lieurey pelo arcebipos de Evreux, Monsenhor Jacques Gaillot, que foi convocado pelo tribunal como testemunha.

     O acusado falou de sua ordenação em 1965, sua ignorância da sexualidade até sua partida para o Brasil em 1969 - quando começou a desenvolver teorias nebulosas, com a apologia da nudez e da masturbação coletiva.

SERVIÇO

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI673535-EI294,00.html

criado por André Marcon    19:50 — Arquivado em: RELIGIÃO
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