28/3/08
POR UM INSTANTE DE FELICIDADE

Paulo conheceu Taís no cursinho de inglês em que estudavam.
Ele era um rapaz de porte médio e nenhum atrativo em particular. Ela não era feia, mas também não possuía algo que chamasse a atenção.
Mesmo assim, com a convivência, Paulo e Taís foram descobrindo afinidades que fizeram com que ambos se interessassem um pela outra.
No começo a menina e o rapaz se viam apenas no prédio do cursinho. Porém, o sentimento que cada um nutria em seu íntimo fez com que assumissem de vez o relacionamento e com isso, veio a necessidade de se encontrarem com mais freqüência.
Combinaram um encontro no final de semana seguinte.
Chegando o dia, Taís encontrou Paulo no local combinado e eles fizeram tudo o que tinham programado para aquele dia especial. Ao final do encontro, enfim, se beijaram pela primeira vez. Era a coroação de um dia perfeito para ambos.
Depois daquele encontro, outros encontros foram marcados e novas emoções foram tomando conta daqueles jovens enamorados. Em seus pensamentos ambos não conseguiam entender aquela vontade louca de ficar cada vez mais e mais perto da pessoa amada. Apenas sabiam que aquele sentimento os preenchiam de tal maneira que chegava até a causar angústia.
Como não poderia deixar de ser, chegou o momento em que, enfim, Paulo e Taís desejaram ardentemente se unirem plenamente em seu amor um pelo outro. Só faltava encontrar uma ocasião propícia.
Num final de semana em que os pais de Paulo saíram visitar parentes em uma cidade próxima e deixaram a casa aos cuidados do filho, o jovem viu aí a oportunidade de ficar a sós com sua namorada a noite toda.
O jovem casal combinou um programa para o sábado à noite: ficariam na casa de Paulo assistindo um filme alugado e comeriam alguma coisa encomendada por telefone e, obviamente, dormiriam juntos. Uma noite perfeita, pensaram ambos.
No sábado combinado, os pais de Paulo deixaram a casa logo de manhã. Paulo desejou que a noite chegasse logo e ele pudesse ficar junto de sua amada. A idéia de que aquela seria a noite em que dormiria com uma garota pela primeira vez, e que essa garota era Taís, o deixava mais ansioso ainda.
O dia passou e chegou o grande momento: por volta das oito da noite, a campainha tocou. Paulo foi atender e, ao abrir a porta, encontrou Taís e envolveu-a em seus braços, como se fizesse uma eternidade que não se viam. Um longo beijo deu mostras de que aquela noite prometia.
Se dirigindo para a sala, o casal decidiu encomendar uma pizza por telefone. O DVD alugado já estava no aparelho e, enquanto esperavam a pizza chegar, eles ficaram abraçados no sofá conversando amenidades. Chegando a pizza, resolveram comer na sala, mesmo, se munindo de pratos, guardanapos e copos de refrigerante. Os talheres seriam as mãos, mesmo. Uma coisa que um gostava do outro é que não havia frescura entre eles. Isso ajudava a não pintar um clima de constrangimento quanto estavam juntos e isso, para eles, era muito bom. Sendo assim, eles comeram e assistiram ao filme alugado como se fossem integrantes de uma mesma família, sem reservas e sem motivos para preocupações.
Terminados o filme e a pizza, depois de arrumar a bagunça na sala e ficaram algum tempo apenas abraçados no sofá, curtindo aquele momento de felicidade e paz, Paulo e Taís se olharam por um longo tempo e se beijaram ternamente, enquanto suas mãos, involuntariamente, deslizaram pelo corpo de cada um, buscando as zonas erógenas que excitassem mais e mais seus instintos.
“Vamos pro quarto” disse Paulo, baixinho. Taís consentiu. Abraçados, os dois jovens foram até o quarto de Paulo e fecharam a porta atrás de si.
No dia seguinte, Paulo acordou e, meio zonzo, olhou para o lado e levou um susto ao ver Taís dormindo na mesma cama. Depois de um segundo de confusão, ele se lembro que passara a noite com a namorada e sentiu uma felicidade indescritível de estar com ela naquele instante.
Aninhando Taís, ainda adormecida, em seu peito, Paulo desejou que aquele momento durasse para sempre e também sentiu uma pontada de angústia ao pensar que aquilo poderia ser um sentimento fugaz, que poderia de desvanecer a qualquer momento.
Mas não importava. Tudo o que Paulo queria naquele momento era ficar junto de sua amada Taís. O que viria a acontecer depois daquilo, bem, seria coisa para se ver no seu devido tempo.
E assim, Paulo tornou a cochilar junto daquela que dormia em seu peito de maneira tão tranqüila e segura.
criado por André Marcon
20:43 — Arquivado em: 











