PAPÉIS AVULSOS

BLOG DE AFORISMOS E “DESAFORISMOS” EM GERAL!

31/10/07

A CASA MISTERIOSA Parte 04

 

CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR

     Juca, Ricardo, Luiz, Bruno e Lucas estavam encurralados no segundo andar da misteriosa casa localizada no bairro onde moravam. No andar térreo, uma movimentação estranha ocorria, e isso amedrontava os garotos. Eram monstros que habitavam os contos de terror que se aglomeravam no salão da casa e, após ouvirem ruídos no andar de cima, estavam subindo as escadarias para ver o que era.

     Paralisados de medo, os meninos não conseguiam esboçar nenhum movimento. Eles apenas viam luzes iluminarem os degraus da escada e vultos assustadores se aproximando. Juca, que conhecia a história dos monstros de cor, sabia que eles não permitiriam que estranhos entrassem em contato direto com os seres das trevas e saísse de lá vivo para contar o que viram. O fim estava próximo, pensou Juca.

     Para Bruno e Lucas, os mais novinhos, aquilo parecia imagem de sonho, onde tudo é irreal e nevoento. Com olhar vidrado, viam aquelas luzes se aproximando, torcendo para que o sonho, que na verdade parecia um pesadelo, se dissipasse e eles acordassem em suas camas confortáveis aliviados por tudo aquilo ter se acabado.

     Ricardo via tudo aquilo a princípio com terror, mas, à medida que o perigo eminente crescia, uma serenidade mórbida invadiu o seu ser. Se fosse pra morrer ali, morreria corajosamente, sem chorar. “Tenho que ser corajoso e morrer como homem”, pensou, e permaneceu imóvel onde estava com uma expressão tranqüila em seu semblante.

     Em compensação, Luiz, o medroso, aquela altura estava quase desfalecendo de medo. Paralisado como uma estátua, apenas observava com seus olhos arregalados com os globos oculares quase saltando pra fora o objeto de seus maiores temores se aproximando para dar cabo aos bisbilhoteiros que haviam ousado invadir seu território. O suor escorria testa abaixo e as pernas tremiam como vara verde. Seus pés pareciam como que enraizados no chão. Medo, medo, medo…

     Finalmente, o clarão feriu os olhos dos cinco meninos. Tudo ficou branco como se o mundo em volta tivesse sumido. Gritos de pavor ecoaram pela casa.

     — O que foi isso, Juca?!

     — Monstros! Monstros por toda parte! Querem nos matar!

     — Calma, moleque! Que maluquice é essa agora? Esse menino…

      Empapado de suor, Juca olhou em volta confuso por constatar que estava em seu quarto. Ao seu lado, sua mãe olhando para ele com a expressão tranqüila que só as mães sabem fazer para acalmar os filhos.

     — Cadê os monstros? Como foi que cheguei aqui em casa? — perguntou Juca, suspirando de alívio.

     — Não tem monstro nenhum. Você sonhou, só isso. Deve ter brincado tanto ontem que foi se deitar cedo e acordou só agora, aos berros. — disse a mãe, agora rindo da cara de incredulidade do filho. Parecia que ele realmente estava convencido de ter visto monstros…

     Ante essa resposta, Juca não falou mais nada. Levantou-se da cama, foi ao banheiro para lavar o rosto e escovar os dentes. O cheiro de café vindo da cozinha acusava a hora da refeição matinal. “Foi tudo um sonho”, convenceu-se, agora mais tranqüilo.

     Após o café da manhã, Juca foi se encontrar com seus amigos. Estava ansioso para contar o sonho que tivera e quão ele fora real. Dirigindo-se até o parquinho que havia lá perto, logo adiante avistou a casa misteriosa solitária na colina. Ela continuava a mesma: sombria, triste, melancólica. “Não quero nem pensar em entrar lá” pensou o moleque, “não depois deste sonho”.

     Como Juca imaginara, seus amiguinhos estavam todos no parque, brincando. Juca juntou-se ao grupo e contou o sonho que tivera. Todos ouviram o relato do amigo com incredulidade. “Que maluquice”, disseram todos. Sim. Era uma loucura total. Coisa de desenho animado da TV. Nada daquilo poderia ser real.

     Alguém lembrou que naquela semana ocorreria o Halloween, o Dia das Bruxas, evento tradicional nos EUA. Luiz disse aos demais que nesse dia as crianças daquele país saíam fantasiadas de bruxas, fantasmas ou qualquer outra assombração e pediam doces nas casas da vizinhança. Sabendo disso, Bruno e Lucas lamentaram não ter essas coisas no Brasil, exceto em eventos isolados realizados principalmente por escolas de idiomas ou clubes fechados. Os dois pequeninos eram loucos por doces.

     Após alguns instantes de silêncio, Ricardo levantou-se, sacudiu a poeira da bunda e falou:

     — Bem, não temos doces de Dia das Bruxas, mas temos nossa bola. Vamos jogar, cambada!

      Todos gritaram e levantaram-se rapidamente para começar mais um dia de brincadeiras. Era sábado e não havia aula. Ou seja, tinham um dia todo de diversões pela frente.

     E o sonho da casa misteriosa sumira da mente dos jovens aventureiros rapidamente. Estavam ocupados demais correndo atrás de uma bola para se importar com isso…

FIM

criado por André Marcon    19:02 — Arquivado em: CRÔNICAS

30/10/07

A CASA MISTERIOSA Parte 03

 

CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR

     Bruno e Lucas, os mais novinhos, decidiram que era hora de ir embora. Não queriam mais ficar naquela casa horripilante. Quando saíram de lá, estavam a meio caminho da cerca dos fundos onde eles viram algo assustador: vultos entrando pelo portão lateral, carregando tochas acesas que revelavam um grupo de seres com formas as mais bizarras. Amedrontados, os dois meninos não sabiam se corriam o mais rápido possível em direção à cerca ou voltavam avisar aos demais que ficaram na casa sobre aquela inesperada visita.

     O espírito de lealdade aos colegas sobrepujou o medo. Lucas e Bruno voltaram rapidamente ao interior da casa para avisar Juca, Ricardo e Luiz, que haviam ficado para explorar melhor o casarão. Entrando lá, não encontraram ninguém. “Já devem ter se espalhado pela casa para procurar sabe-se-lá-o-quê”. Vasculhando os andares térreos, ouvem a porta da frente se abrir emitindo um ruído de dobradiças rangendo assustador.

     Mas mais assustador ainda é a cena que começa a se desenhar ante os olhos dos dois meninos.

     Um a um, entraram as figuras mais medonhas que Bruno e Lucas tinham visto apenas em desenhos animados da TV e julgavam jamais existir de verdade: Bruxas, diabos, Frankensteins, vampiros, múmias, caveiras, lobisomens…

     “Aqui é a morada dos monstros” pensaram os dois pequeninos, tremendo de medo. Mais que depressa, os dois trataram de subir as escadarias para tentar achar os outros. Lá encima, no fim do corredor, Bruno e Lucas avistaram Juca abrindo uma porta. Correram até ele e lhe pregaram um susto, já que este pensava que os dois tinham ido embora.

     — Mas que porra que está havendo aqui, cacete?! — bradou Juca, com o coração saindo pela boca. — Vocês não tinham ido embora se cagando de medo?!

     — Juca! Juca! Ta cheio de monstro lá embaixo! — disse Bruno, agitado.

     — Sim! O lobisomem, a múmia, a caveira, a bruxa, ta todo mundo lá! — disse Lucas, na sua simplicidade, mas revelando grave perturbação.

     — Bando de maricas! Cagões! Que mané monstro o catzo! Não disseram que iam embora? Por que voltaram? Pra jogar essa brincadeira besta pra cima da gente? Pensa que aqui alguém nasceu ontem, porra?! — gritou Juca, furioso.

     — Não é brincadeira! É verdade! — gritou Bruno, agora nervoso.

     — Estávamos indo embora, mas vimos os monstros entrando pelo portão. Voltamos para avisar vocês, mas os monstros chegaram antes! — falou Lucas, tropeçando nas palavras.

     Incrédulo, Juca foi até o alto da escada para tentar espiar lá embaixo. Quando se debruçou para espiar, viu as luzes das tochas e seus portadores. Imediatamente, Juca recuou com os olhos arregalados de susto. Essa reação só fez apavorar mais ainda Bruno e Lucas.

     — Que merda! — disse Juca, tremendo de medo. — Então aqui é o covil dos demônios!

     — Covil dos demônios?!?! — indagaram Lucas e Bruno, em uníssono.

     — Sim! Não viram a quantidade de monstros e assombrações lá embaixo? São todos filhos de Satã que se reúnem para armar as maiores traquinagens contra o mundo dos vivos!

     — Que tipo de traquinagem? — quiseram saber os pequeninos.

     — Há muito tempo — começou Juca — havia um país onde todos os monstros viviam em paz. Era o País dos Monstros. Lá, as leis eram diversas da lei dos homens. Tudo o que era considerado errado no mundo dos homens, lá, no País dos Monstros, era permitido e visto como conduta digna de um habitante de lá. Só que chegou um dia em que essas leis sobrepujaram os limites do reino e infligiu o mundo dos homens, provocando a ira destes. Como vingança, os homens declararam guerra ao Reino dos Monstros e destruiu-o por completo, obrigando os últimos sobreviventes a fugir para terras remotas e desertas. Lá, os remanescentes do reino foram acolhidos por Satã que, muito esperto, fez uma aliança com os monstros: ele seria seu protetor com a condição dos monstros fazerem tudo o que ele mandasse, independente de, aos olhos dos monstros ou dos homens, isso fosse errado ou não. Como os monstros não tinham nada a perder, aceitaram em obedecer Satã. E foi assim que a partir daí os monstros começaram a assombrar o mundo dos homens com suas travessuras e instaurar o medo e o pavor entre eles. Daí dizer que todas essas criaturas são “coisas do demônio”.

     Bruno e Lucas mal podiam acreditar no que ouviam. Aquele relato encheu-os de pavor. Não podiam imaginar que estavam encurralados numa casa infestada de seres do outro mundo, que bem podiam matá-los ali mesmo. Esses pensamentos encheu suas mentes inocentes dos mais terríveis presságios. Já estavam a ponto de chorar de desespero quando Ricardo e Luiz se uniram à turma para ver o que estava acontecendo. Após se inteirarem da situação, ficaram tão perplexos quanto os demais integrantes do grupo.

     — Puta que pariu, mas que situação, não? — disse Ricardo, com uma calma que despertou desconfiança em todo grupo.

     — Que situação? Que situação, você pergunta?! A situação nossa é que estamos fodidos!!! — gritou Luiz, apavorado, pirando na batatinha.

     Nisso, vozes ecoam escada abaixo. Isso faz silenciar o grupo de meninos como que num passe de mágica. As vozes pareciam insinuar que os monstros ouviram os gritos no andar de cima e que iriam subir para ver o que era. Isso botou os meninos em polvorosa. Quase que no mesmo instante, ouviram passos galgando os degraus da escada.

     “E agora? O que fazer?” pensaram os moleques. “Estamos cercados!”

CONTINUA…

criado por André Marcon    19:10 — Arquivado em: CRÔNICAS

29/10/07

A CASA MISTERIOSA Parte 02

 

CONTINUAÇÃO DO EPISÓDIO ANTERIOR

     No episódio passado, vimos que cinco garotos resolveram explorar uma misteriosa casa nos arredores do bairro onde moram. Entrando lá, vêem que a casa está completamente vazia, mas, mesmo assim, decidem vasculhar todo o local, em busca de sabe-se-lá-o-quê.

***

     Após cada integrante do grupo seguir seu rumo, Juca olhou ao redor do cômodo onde estava e decidiu tatear as paredes em busca de alguma passagem secreta (vira na TV que em casarões assim sempre as há). Aguçando os ouvidos, dava batidinhas na parede para ver se havia alguma parte oca, provando haver uma parede falsa ocultando uma passagem.

     À medida que ia avançando, sem sucesso, sua frustração aumentava. Até que completou a volta ao redor do cômodo e nada de encontrar passagens secretas. Furioso, Juca deu um pontapé em uma das paredes e abriu um buraco na mesma. Cavoucando um pouco, viu algo dentro do buraco. Enfiou a mão lá e tocou em um objeto redondo e com dois furos. Juca tirou-o para fora e ficou lívido de medo.

***

     Luiz, o cauteloso (covarde, segundo Juca), choramingou tanto que acabou sendo posto para explorar a casa ao lado de Ricardo. Os dois subiram a escada que dá acesso ao segundo andar e começaram a explorar os quartos. Nada havia lá a não ser poeira e teias de aranha. Não havia nenhum indício de tesouros, cativeiros ou qualquer coisa que denotasse presença humana naquele lugar.

     Entrando em um dos quartos, Ricardo teve a mesma idéia de Juca: tatear as paredes em busca de algo. Nada encontrou. Quando se dirigia à porta que dá acesso ao corredor, o chão cedeu e ele caiu numa espécie de divisória entre o assoalho do segundo andar e o teto do primeiro que tinha mais ou menos meio metro de altura. Após se recobrar do susto, Ricardo pegou sua lanterninha e olhou em volta. Ficou pálido e mudo ante a aquela visão tremenda.

***

     Luiz, tremendo que nem vara verde, vasculhando o outro quarto, não ouviu a queda de Ricardo. Ele estava entretido demais alimentado seus medos e temores. Imaginava ver monstros nas sombras e ouvir ruídos de coisas apavorantes que ele sequer podia conceber. Não tivera a idéia de tatear as paredes, mas estava atento aos detalhes do cômodo. Percebera que haviam manchas enegrecidas nas paredes e no chão. Notara que aquele quarto não estava tão empoeirado quanto os outros e, principalmente, notara correntes ligadas a ferrolhos nas paredes. Parecia como uma espécie de calabouço, como os que ele vira na TV. Isso alimentava mais e mais suas fantasias de terror. E, quando Luiz se aproximou do canto mais escuro do quarto, acendendo sua lanterna, emudeceu e paralisou de medo.

***

     Originalmente, Bruno e Lucas, os mais novinhos do grupo, foram separados e cada um foi pra um canto da casa. Mas, devido ao medo natural de andar sozinho naquele lugar apavorante, os dois acabaram se encontrando e decidiram unir forças no patrulhamento do lugar. Eles estavam na cozinha da casa, que, além do banheiro, era o único cômodo que havia alguma coisa, como pia, armários, gavetas, etc. Eles acharam que, se houvesse algo naquela casa, estaria obviamente bem guardada em u dos armários. Por isso, foi a primeira coisa que fizeram.

     A busca mostrou-se infrutífera. Todos os armários estavam vazios. Exceto pela presença de baratas, cupins, aranhas, etc. No último armário que faltava, a porta parecia emperrada por algo pesado. Os dois pequeninos uniram forças e conseguiram abri-la. E o “algo” que a obstruíra caiu bem em cima deles. Vendo para o que caíra sobre eles, apavorados, os garotos saíram correndo e gritando feito loucos.

     Os gritos da meninada ecoaram pela casa toda até desembocarem no saguão principal, onde se encontraram, esbaforidos pelo medo e pela tensão. Todos tinham uma história de medo para contar:

     — Encontrei um crânio num buraco na parede! — Berrou Juca.

     — Encontrei ossos num buraco aberto no chão do quarto! — Exclamou Ricardo.

     — V-v-v-vi u-u-uma ca-ca-caveira acocorrerrrentatada no outro qua-quarto… — gaguejou Luiz, em estado de choque devido ao medo.

     — Nós vimos outra caveira no armário da cozinha!!! — gritaram Lucas e Bruno, ao mesmo tempo.

     Ante o relato de todos, Juca chegou a uma conclusão insólita:
 
     — Não restam dúvidas: há algo nesta casa que não pode ser encontrado, e esses corpos são de pessoas que se atreveram a entrar aqui e buscá-lo. Foram vítimas de alguma força poderosa ou foram simplesmente assassinados por aquele que escondeu esse algo.

     Os outros quatro olhavam para Juca com uma expressão de terror gravada em suas faces.

     — Então temos que sair daqui imediatamente! — berrou Luiz, recuperando-se do estado de choque diante da hipótese lançada por Juca — Se esses caras morreram por entrar aqui, nós também corremos esse risco!!!

     — É provável — disse Juca, calmamente — e isso prova que o que está escondido aqui deve valer muito a pena para causar todas essas mortes.

     — No que você está pensando, Juca — perguntou Ricardo — Não está querendo continuar esta busca doida, está?

     O risinho maroto de Juca confirmou a suspeita de Ricardo e incutiu medo nos demais. Os pequeninos falaram:

     — Juca, nós estamos com medo. Está escurecendo e queremos ir embora!

     — Podem ir — disse Juca, com desdém — mas não reclamem se encontrarmos o tesouro e não dividirmos nada com vocês!

     Mesmo ante essa possibilidade tentadora, o medo falou mais alto e os dois pequeninos foram embora, deixando para trás aquela aventura assustadora. O sol já se havia posto no horizonte e o manto da noite caía sobre o bairro.

     Os três membros remanescentes continuariam a busca pelo tesouro fabuloso que valia a morte de muitas pessoas…

CONTINUA…

criado por André Marcon    19:08 — Arquivado em: CRÔNICAS

28/10/07

A CASA MISTERIOSA Parte 01

 

     Era uma vez certa rua de um determinado bairro de uma cidade, onde havia uma casa deveras misteriosa.

     Sempre vazia, por anos que não se via chegar uma pessoa sequer para pelo menos verificar se a casa, um verdadeiro palacete localizado em uma alameda arborizada, sofrera vandalismos. Ninguém sabia quem era o proprietário ou se de fato havia um proprietário. Assim passava-se o tempo e a casa ficava lá: vazia, sombria e lúgubre em sua imponência silenciosa.

     Nesse bairro havia um grupinho de crianças muito unido, que passava as tardes após a aula a brincar pelas ruas e vielas, inventando os mais diferentes jogos e brincadeiras. Eram crianças entre sete e nove anos de idade.

     Certo dia, os pequeninos encontravam-se sentados à sombra de uma mangueira, onde começaram a especular sobre o casarão da alameda.

     Ricardo, o “do meio” (tinha oito anos de idade), disse:

     — Aposto que tem um tesouro enterrado naquele lugar. Eu vi na TV que casas assim são esconderijos perfeitos pra isso.

     Luiz, mais cauteloso (covarde, segundo seus coleguinhas), nove anos, falou:

     — Já eu acho que se trata de um covil usado por seqüestradores para esconder reféns.

     Juca, menino inconseqüente de nove anos que sempre fala e faz as coisas sem pensar, arrematou:

     — Pra mim o melhor a fazer é entrar lá e descobrir quem está com a razão!

     Bruno e Lucas, os mais novinhos (ambos com sete anos de idade), apenas ouviam o que os demais falavam, e não emitiram opinião. Eram do tipo que topava qualquer parada desde que pudessem acompanhar os “mais velhos” (isso os fazia se sentirem “adultos” também).

     Depois de muita discussão, decidiram, enfim, vasculhar a casa misteriosa que despertava tantas suspeitas naquele seleto grupo de moradores locais. E decidiu-se executar o plano bem à tardinha, quando não tivesse muito movimento nos arredores da casa.

     Por volta das cinco e meia da tarde, os meninos se reuniram na esquina uma quadra antes do palacete. Bruno e Lucas, os mais novinhos, se atrasaram um pouquinho e levaram “aquela” bronca de Juca: “Mais um minuto e vocês estariam fora da aventura!”. Os pequeninos se desculparam, temerosos de serem excluídos da “missão” e a patota enfim esquematizou o plano de exploração da casa.

     Ricardo havia descoberto uma abertura na grade situada nos fundos da propriedade. Poderiam entrar por ela sem problemas. Ele também constatou que não havia cães de guarda nem vigias na casa. A barra estaria limpa para eles. Isso facilitaria bastante os planos.

     Luiz, por sua timidez (covardia, segundo seus colegas), com seu jeito quieto de ser, tinha o “dom” de acompanhar as conversas dos adultos sem ser notado. E por isso relatou a seus colegas que ouvira os pais conversando com vizinhos a respeito da casa e constatara que de fato não havia nenhum sistema de segurança instalado nem vigias nem cães nem nada que pudesse ameaçá-los. Mas insistiu na hipótese de ser covil de seqüestradores. E foi novamente esculachado por Ricardo e Juca.

     Sem mais delongas, o corajoso grupinho dirigiu-se à casa para cumprirem sua missão. Circundaram a propriedade e chegaram à parte da cerca da qual Ricardo havia falado que havia uma abertura. E de fato ela estava lá. Com cuidado, cada membro do grupo atravessou a cerca e colocou-se dentro da propriedade. Era um quintal enorme nos fundos da casa. O mato estava alto e refletia o abandono em que se encontrava aquele magnífico terreno. Árvores frutíferas ostentavam frutos bicados pelas aves, mostrando que ninguém se interessara em apanhá-los quando maduros. Havia um parquinho com gangorra, balanços e escorregador, todos deteriorados pelo tempo e o abandono. E, logo adiante, a casa. Solitária, silenciosa e assustadora. Os pequenos aventureiros não deixaram de sentir um leve temor diante de semelhante paisagem. Mas tinham uma missão a cumprir.

     Caminhando em fila indiana, os mais velhos na frente e os pequeninos logo atrás, aquela “expedição” cruzou o grande quintal e se esgueirou pelas paredes da casa, procurando uma porta. Logo a encontraram, mas estava trancada. Como era de madeira e estava cheia de cupins, um leve esforço foi suficiente para abri-la. “Isso é crime”, disse Luiz, “meu pai falou que invadir casa alheia dá cadeia!”. “Cala a boca, tonto!” disse Juca, furioso, “Isso é coisa de filme de TV!”. Assim, o grupinho entrou na casa.

     A visão que tiveram foi de total desolação. Sem móveis, sem quadros ou qualquer objeto, a casa era o retrato cabal do abandono. Não havia nada a ser explorado. A casa estava totalmente fazia. As paredes descascadas, o forro podre e úmido, os dedos de poeira pelo chão… Tudo indicava que ninguém punha os pés lá há pelo menos “cinco séculos”, como disse um dos mais novinhos, Lucas, citando um programa de TV que havia visto, e levando uma bronca de Juca, pra variar.

     Juca, inconformado, não se deu por vencido: “Deve haver uma passagem secreta ou uma parede falsa ou um alçapão por aqui, negrada! Todo mundo procurando!”. O grupinho se dispersou para procurar sabe-se-lá-o-quê. Até que coisas estranhas começaram a acontecer…

CONTINUA…

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27/10/07

MÁXIMAS DO PENSAMENTO ATEÍSTA 16

Stephen J. Gould

 

"O argumento que a estória literal do Gênesis pode ser classificada como ciência entra em colapso em três solos principais: a necessidade dos criacionistas de invocar milagres para comprimir os eventos da história da Terra dentro do espaço de tempo bíblico de apenas alguns milhares de anos; a falta de vontade deles de abandonar afirmações claramente desaprovadas, incluindo a afirmação de que todos os fósseis são produtos do dilúvio de Noé; e a confiança deles na distorção, má citação, meia citação, e citação fora do contexto para caracterizar as idéias de seus oponentes."
Stephen Jay Gould
"O Veredito Sobre O Criacionismo", The Skeptical Inquirer, Inverno 87/88, Pág. 186

"A educação seria muito mais efetiva se seu propósito fosse assegurar que quando eles deixassem a escola, todo menino e menina deveria saber o quanto eles não sabem, e serem imbuídos com um desejo vitalício de sabê-lo."
Sir William Haley

"Desde que o universo tenha um começo, podemos supor que ele teve um criador. Mas se o universo é completamente auto-contido, não tendo fronteiras ou bordas, ele não seria nem criado nem destruído… Ele simplesmente seria. Que lugar há, então, para um criador?"
Stephen W. Hawking
cientista Inglês

"Se nós vamos ensinar ‘ciência da criação’ como uma alternativa para a evolução, então nós devemos ensinar também a teoria stork como uma alternativa para a reprodução biológica."
Judith Hayes

"Onde quer que a religião esteja envolvida, os terroristas matam mais pessoas."
Dr. Bruce Hoffman
diretor do Centro para Estudo do Terrorismo e Violência Política na Universidade St. Andrews, Escócia

"Em algumas seitas os membros são ordenados a cometer atos violentos porque o único meio deles conseguirem mais rápido o perdão ou alcançarem a salvação é eliminar os descrentes."
Dr. Bruce Hoffman
diretor do Centro para Estudo do Terrorismo e Violência Política na Universidade St. Andrews, Escócia

"Você nunca vê animais fazendo as absurdas, e às vezes horríveis, enganações da mágica e da religião. Apenas o homem se comporta com tal enganação gratuita. Esse é o preço que ele tem que pagar por ser inteligente mas não, porém, inteligente o suficiente."
Aldous Huxley
escritor

"A última corte de apelação é a observação e a experimentação… não a autoridade."
Thomas H. Huxley

"Governar grilhando a mente através do medo da punição em outro mundo é tão baixo quanto usar a força."
Hypatia
(Matemática Alexandriana, assassinada por uma multidão Cristã em 415 CE)

"A inspiração da Bíblia depende da ignorância da pessoa que a lê."
Robert G. Ingersoll
político e professor Americano

"Você diz que há apenas um meio de cultuar o Grande Espírito. Se há apenas uma religião, por que vocês gente branca diferem tanto sobre ela?"
Chefe Jaqueta Vermelha
Chefe Indígena Seneca

"Religiões são todas iguais - fundadas sobre fábulas e mitologias."
Thomas Jefferson
Presidente dos E.U.A., autor, cientista, arquiteto, educador e diplomata

"SEM prova, SEM deus, SEM problema."
Kamian

"Religião organizada: O maior esquema pirâmide do mundo."
Bernard Katz

"A fé é um eufemismo para preconceito e a religião é um eufemismo para superstição."
Paul Keller
racionalista Americano

"Quando os missionários chegaram pela primeira vez na nossa terra, eles tinham as Bíblias e nós tínhamos a terra. Cinqüenta anos depois, nós tínhamos as Bíblias e eles tinham a terra."
Jomo Kenyatta
primeiro Presidente do Quênia após a independência

"A beleza da mania religiosa é que ela tem o poder de explicar tudo. Uma vez que Deus (ou Satã) são aceitos como a primeira causa de tudo que acontece no mundo mortal, nada é deixado à sorte… a lógica pode ser alegremente jogada pela janela."
Stephen King

"Obediência: Religião dos escravos. Religião de morte intelectual. Gosto dela. Não faça perguntas, não pense, obedeça a Palavra do Senhor - que foi convenientemente trazida à você por um cara num Rolls Royce com um Rolex pesado no seu pulso. Eu gosto desse trabalho! Onde eu me inscrevo?"
Oleg Kiselev

"A fé é freqüentemente a vaidade do homem que é muito preguiçoso para investigar."
F. M. Knowles

"Aparentemente os cristãos requerem uma constante afirmação de suas crenças, senão eles começam a reverter ao estado natural da descrença. Esse deve ser um mecanismo de defesa dos memes cristãos, evoluídos por 2000 anos de ignorar a realidade."
Paul J. Koeck

"Faz muita diferença se pensamos em Deus como uma pessoa ou como uma força. De um jeito você tem o Cristianismo, do outro você tem Guerra nas Estrelas."
Jayne Kulikauskas

"O cético não tem ilusões sobre a vida, nem uma crença inútil na promessa de imortalidade. Já que a vida aqui e agora é tudo o que podemos conhecer, nossa opção mais sensata é vivê-la ao máximo."
Paul Kurtz,
"A Tentação Transcendental" (1986)

"Crença religiosa não é uma condição prévia para a conduta ética ou para a felicidade."
Dalai Lama

"Ética para o Novo Milênio"

"O telescópio vasculha os céus sem encontrar Deus."
Pierre Laplace
(1749-1827)
astrônomo e matemático Francês
em Rufus K. Noyes, Visões de Religião

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FRASES e IDÉIAS IV

Jorge Luis Borges

 

“Não se pode contemplar sem paixão. Quem contempla desapaixonadamente não contempla.”
Jorge Luis Borges
(1899- 1986)
Escritor argentino

“As doenças são os juros que se paga pelos prazeres.”
John Ray
(1627-1705)
Naturalista inglês

“Todos os homens nascem iguais, mas essa é a última vez que o são.”
Abraham Lincoln
(1809-1865)
Presidente dos Estados Unidos

“Os magos podem conseguir pela fé mais do que os médicos pela verdade.”
Giordano Bruno
(1548-1600)
Filósofo alemão

“A Bíblia ensina a amar nossos inimigos como amamos nossos amigos talvez porque sejam as mesmas pessoas.”
Vittorio De Sica
(1902-1974)
Ator e Diretor de cinema italiano

“O conhecimento não é sempre claro, ainda que as idéias o sejam.”
Gottfried Whilheim Leibniz
(1646-1716)
Filósofo e matemático alemão

“Todos querem voltar à natureza, mas ninguém quer ir a pé.”
Petra Kelly
(1948-)
Deputada pelo Partido Verde alemão

“O casamento é uma cadeia tão pesada que para carregá-la são necessárias duas pessoas e às vezes três.”
Alexandre Dumas
(1824-1895)
Escritor francês

“É muito mais difícil matar um fantasma do que uma realidade.”
Virginia Woolf
(1882-1941)
Escritora inglesa

“Irei a qualquer parte, desde que seja para a frente.”
David Livingstone
(1813-1873)
Explorador inglês

"Meu invento não é para ser vendido. Pode ser explorado algum tempo como diversão, mas não tem nenhum futuro comercial.” 
Auguste Lumière
(1862-1954)
Inventor francês (criou a câmera de filmar e projetar)

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MÁXIMAS DO PENSAMENTO ATEÍSTA 15

Charles Darwin

 

"Me parece (seja correto ou errôneo) que o argumento direto contra o cristianismo e o teísmo dificilmente produz qualquer efeito no público; e a liberdade de pensamento é promovida melhor pela eliminação gradual das mentes dos homens que se segue do avanço da ciência."
Charles Darwin

"A ignorância suplica confiança mais freqüentemente do que o conhecimento: são aqueles que sabem pouco, e não os que sabem muito, que afirmam tão positivamente que esse ou aquele problema nunca serão resolvidos pela ciência."
Charles Darwin
Introdução, The Ascent of Man, 1871

"Ao ver os marsupiais na Austrália pela primeira vez e comparando-os com os mamíferos placentais: Um descrente … pode exclamar ‘Certamente dois Criadores distintos devem ter trabalhado.’"
Charles Darwin

"Eu sou contra a religião porque ela nos ensina a nos satisfazermos ao não entender o mundo."
Richard Dawkins

"A fé é poderosa o suficiente para imunizar as pessoas contra todos os apelos de piedade, de perdão, de sentimentos decentes humanos. Ela até as imuniza contra o medo, se elas honestamente acreditarem que a morte de um mártir irá levá-las diretamente ao paraíso. Que arma! A fé religiosa merece um capítulo para si mesma nos anais da tecnologia de guerra em pé de igualdade com o arco-e-flecha, o cavalo de guerra, o tanque, e a bomba de hidrogênio."
Richard Dawkins
O Gene Egoísta

"A teoria da evolução por seleção natural cumulativa é a única teoria que conhecemos que é em princípio capaz de explicar a existência de complexidade organizada."
Richard Dawkins
O Relojoeiro Cego, Pág, 317

"O Deus gentil que amorosamente projetou todos nós e salpicou o céu com estrelas brilhantes para o nosso deleite - esse Deus é, como o Papai Noel, um mito da infância, não é uma coisa que um adulto são e honesto poderia literalmente crer. Esse Deus deve ou ser transformado em um símbolo de algo menos concreto ou abandonado de uma vez.
Daniel Dennett
"Darwin’s Dangerous Idea”, pág. 18"

"…mas também não posso provar que cogumelos não poderiam estar em espaçonaves intergaláticas nos espionando."
Daniel Dennett

"Eu acredito que a disseminação do Catolicismo é o meio mais horrível de degradação política e social deixado no mundo."
Charles Dickens

"Os homens jamais serão livres enquanto nao seja estrangulado o último rei com as tripas do último padre."
Diderot

"Se render à ignorância e chamá-la de Deus sempre foi prematuro, e continua prematuro até hoje."
Umberto Eco

"Foi, é claro, uma mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que está sendo sistematicamente repetida. Eu não acredito em um Deus pessoal e eu nunca neguei isso mas expressei claramente. Se existe algo em mim que pode ser chamado de religioso, esse algo é a admiração ilimitada pela estrutura do mundo tão longínqua quanto a nossa ciência pode revelar."
Albert Einstein
físico Americano nascido Alemão

"Se deus queria que as pessoas acreditassem nele, por que então ele inventou a lógica?"
David Feherty
jogador de golfe da PGA Tour

"Como muitas pessoas, eu não tenho religião, e estou apenas sentado num barquinho que navega conforme a maré. Vivo nas dúvidas do meu dever…. Penso que há uma dignidade nisso tudo, apenas em continuar trabalhando…. Hoje estamos nus, sem defesa, e mais sozinhos do que em qualquer época na história. Estamos esperando por algo, talvez outro milagre, talvez os Marcianos. Quem sabe?"
Federico Fellini
(1920-1993)
diretor de filmes Italiano
citado por Martin E. Marty em Variedades de Descrenças (1964), também pág. 54, de James A. Haught, ed., 2000 Anos de Descrença

"Quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro imbecil, nasceu o primeiro deus."
Millôr Fernandes

"[Quando uma pessoa jovem perde a fé na sua religião porque ela começa a estudar a ciência e a sua metodologia] não é que [através da obtenção de conhecimento real] ela sabe tudo, mas ela de repente percebe que ela não sabe tudo."
Richard P. Feynman

"Preces nunca trazem nada… Elas podem trazer consolo para o esgotado, o fanático, o ignorante, o aborígene, e o preguiçoso - mas para o culto é o mesmo que pedir para o Papai Noel trazer algo para o Natal."
W. C. Fields

"As mulheres ainda sentirão orgulho por não terem jamais contribuído uma linha sequer na redação da Bíblia."
George W. Foote

"O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão."
Benjamin Franklin
Pai Fundador Americano, autor, e inventor

"[É] possível atrever-se a considerar a neurose obsessiva como o correlato patológico da formação de uma religião, descrevendo a neurose como uma forma de religiosidade individual, e a religião como uma neurose obsessiva cultural."
Sigmund Freud

Atos obsessivos e práticas religiosas-1907

 

"Já uma vez antes, como crianças de tenra idade, nos encontramos em semelhante estado de desamparo, em relação a nossos pais. Tínhamos razões para temê-los, contudo estávamos certos de sua proteção. Com relação à distribuição dos destinos, persiste a desagradável suspeita de que a perplexidade e o desamparo da raça humana não podem ser remediados. Isto justifica o anseio do homem pelo pai e pelos deuses, que mantém sua tríplice missão: exorcizar os terrores da natureza, reconciliar os homens com a crueldade do destino, particularmente a demonstrada pela morte, e compensá-los pelos sofrimentos e privações que a vida lhe impôs. Assim se criou a religião, da necessidade que tem o homem de tolerar o desamparo, e construída com o material das lembranças do desamparo de sua própria infância, na continuação de um protótipo infantil universal."
Sigmund Freud
O Futuro de uma Ilusão

"A religião é comparável com uma neurose da infância."
Sigmund Freud
psicólogo Alemão

"É certamente prejudicial para as almas tornar uma heresia acreditar no que é provado."
Galileu Galilei

"Carregar uma crença que lhe serviu no passado é como carregar nas costas um barco após ter cruzado o rio."
Siddartha Gautama (o Buda)

"Não acredite em qualquer coisa simplesmente porque você escutou. Não acredite em qualquer coisa simplesmente porque foi dito e fofocado por muitos. Não acredite em qualquer coisa simplesmente porque foi encontrado escrito em seus livros religiosos. Não acredite em qualquer coisa meramente na autoridade de seus professores e anciãos. Não acredite em tradições porque elas foram passadas abaixo por gerações. Mas após observação e análise, quando você descobre que qualquer coisa concorda com a razão e é condutivo ao bem e benefício de um e todos, então aceite e viva para isso."
Siddartha Gautama (o Buda)

"Nada falha como a prece."
Annie Laurie Gaylor

criado por André Marcon    15:08 — Arquivado em: CITAÇÕES

FRASES e IDÉIAS III

Benjamin Franklin

 

“Teoria é quando se sabe tudo e nada funciona; prática, quando tudo funciona e ninguém sabe por que.”
Anônimo

“Toma conselho com o vinho mas depois decide com a água.”
Benjamin Franklin
(1706-1790)
Político e inventor norte-americano

“A verdade sempre resplandece no fim, quando todo mundo já foi embora.”
Julio Ceron
(1928-)
Escritor espanhol

“A gente comum não ora, só pede.”
George Bernard Shaw
(1856-1950)
Dramaturgo irlandês

“Meu psicanalista é minha máquina de escrever.”
Ernest Hemingway
(1898-1961)
Escritor norte-americano

“A principal enfermidade do homem é a curiosidade inquieta do que não pode conhecer.”
Blaise Pascal
(1623-1662)
Matemático e filósofo francês

“As pessoas tendem a colocar palavras onde faltam idéias.”
Johann Wolfgang von Goethe
(1749-1832)
Escritor alemão

“Todos os órgãos do corpo humano se cansam um dia. Menos a língua.”
Konrad Adenauer
(1876-1967)
Político alemão

“O problema da mulher sempre foi um problema de homens.”
Simone de Beauvoir
(1908-1986)
Escritora francesa

“Nossa cabeça é redonda para permitir ao pensamento mudar de direção.”
Francis Picabla
(1879-1953)
Pintor e escritor francês

“A imaginação é mais importante que o conhecimento.”
Albert Einstein
(1879-1955)
Físico alemão

“Todo mundo quer chegar à velhice mas ninguém quer ser velho.”
Martin Held
(1908-)
Ator alemão

criado por André Marcon    15:01 — Arquivado em: CITAÇÕES

15/10/07

MÁXIMAS DO PENSAMENTO ATEÍSTA 14

Peter Atkins

 

 "Afirmar que "Deus fez isso" não é nada mais do que uma admissão de ignorância vestida enganadoramente como uma explicação."
Peter Atkins

"A verdade não tem que ser aceita com fé. Os cientistas não seguram suas mãos todo Domingo, cantando, "Sim, a gravidade é real! Eu vou ter fé! Eu vou ser forte! Amém.""
Dan Barker, ex-evangélico e autor

"Eu sou ateu porque não há evidência para a existência de Deus. Isso deve ser tudo o que se precisa dizer sobre isso: sem evidência, sem crença."
Dan Barker, Perdendo a Fé na Fé: De Padre A Ateu

"O local próprio para o estudo das crenças religiosas é em uma igreja ou no templo, em casa, ou em um curso sobre religiões comparativas, mas não numa aula de biologia. Não há lugar no nosso mundo para uma ideologia que procura mentes fechadas, força obediência, e retorna o mundo à um paraíso que nunca existiu. Os estudantes devem aprender que o universo pode ser confrontado e entendido, que idéias e autoridades devem ser questionadas, que uma mente aberta é uma coisa boa. A educação não existe para confirmar a superstição das pessoas, e as crianças não aprendem a pensar quando elas são alimentadas apenas com dogmas."
Tim Berra, "Evolução e o Mito do Criacionismo"

"A fé é a crença ilógica na existência do improvável."
Fernando Krynski Bianchi

"Infiel: Em Nova Iorque, alguém que não acredita na religião Cristã; em Constantinopla, alguém que acredita."
Ambrose Bierce

"Religião é como quimioterapia, ela pode resolver um problema, mas pode causar um milhão a mais."
John Bledsoe

"A religiao é o que impede o pobre de matar o rico."
Napoleão Bonaparte

"Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas."
Napoleão Bonaparte, imperador Francês

"Qualquer um que se engaja na prática de psicoterapia se confronta todo dia com a devastação forjada pelos ensinamentos da religião."
Nathaniel Branden, Ph.D.

"Nenhum mito de criação miraculosa é tão maravilhoso como a face da evolução do homem."
Robert Briffault (1876-1948) "Educação Racional", 1930

"Se a bíblia está errada ao nos dizer de onde viemos, como podemos confiar que nela ao dizer pra onde iremos?"
Justin Brown

"Acreditar é mais fácil do que pensar. Daí existem muito mais crentes do que pensadores."
Bruce Calvert

"A religião é apenas controle mental."
George Carlin, comediante

"O homem aponta, e Deus desaponta."
Miguel de Cervantes (1547-1616), escritor Espanhol. Sancho Pança, em Don Quixote, pt. 2, liv. 6, cáp. 22 (1615)

"Por simples senso comum não acredito em Deus, em nenhum."
Charlie Chaplin, no "Manual do Ateísta Perfeito" por Rius

"A religião é um subproduto do medo. Na maior parte da história humana, ela pode ter sido um mal necessário, mas por que ela foi mais má do que o necessário? Matar pessoas em nome de Deus não é uma boa definição de insanidade?"
Arthur C. Clarke, autor

"A afirmação que Deus criou o homem à sua própria imagem está tiquetaqueando como uma bomba-relógio nas fundações do Cristianismo."
Arthur C. Clarke, autor

"Eu defenderia a liberdade dos adultos criacionistas de praticar qualquer perversão intelectual que eles gostem na privacidade de seus próprios lares; mas também é necessário proteger os jovens e inocentes."
Arthur C. Clarke, autor

"Deuses são coisas frágeis; eles podem ser mortos com uma baforada de ciência ou uma dose de senso comum."
Chapman Cohen

"É, portanto, nossa conclusão inequívoca que o criacionismo, com seus relatos da origem da vida via meios sobrenaturais, não é ciência."
"Ciência e Criacionismo", National Academy Press, 1984

"Seres humanos nunca pensam por si mesmos, acham muito desconfortável. Na maior parte, os membros de nossa espécie simplesmente repetem o que lhes é dito - e ficam aborrecidos quando expostos à qualquer ponto de vista diferente. O traço característico humano não é o conhecimento mas a conformidade, e a característica resultante é a guerra religiosa. Outros animais lutam por território ou comida; mas, singularmente no reino animal, os seres humanos lutam por suas ‘crenças.’ A razão é que as crenças guiam o comportamento, que tem uma importância evolucionária entre os humanos. Mas numa época onde o nosso comportamento pode nos levar à extinção, não vejo razão para assumir que temos qualquer conhecimento. Somos conformistas teimosos e auto-destrutivos. Qualquer outro ponto de vista da nossa espécie é apenas uma ilusão auto-congratulatória."
Michael Crichton em "O Mundo Perdido"

"Eu acredito que a religião é a crença na vida futura e em Deus. Eu não acredito em nenhum dos dois. Eu não acredito em Deus tanto quanto eu não acredito na Mamãe Ganso."
Clarence Darrow, Advogado americano (1857-1938)

"Apenas pense sobre a tragédia de ensinar as crianças a não duvidar!"
Clarence Darrow, Advogado americano (1857-1938)

criado por André Marcon    20:21 — Arquivado em: CITAÇÕES

14/10/07

PROJETO DEUS NA ESCOLA É VETADO

 

     A Razão vence a superstição.

     O governador do Estado de São Paulo José Serra (PSDB/SP) vetou o Projeto de Lei intitulado “Deus Na Escola”, que visava incluir no currículo escolar o ensino religioso baseado na crença judaico-cristã, violando assim a liberdade de crença garantida por Lei, em nosso País (leia a manchete AQUI).

     O projeto, idealizado por uma deputada católica e aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, não tornava o ensino religioso obrigatório, porém não deixava de ser uma tentativa de empurrar crendices e superstições que iriam contra o que é ensinado nas aulas de ciências. Foi uma tentativa covarde de substituir o conhecimento científico por artigos de fé.

     Hoje é mais do que evidente que os grupos religiosos (lê-se cristãos) estão desesperados ante a avalanche de pesquisas científicas que estão, gradativamente, desmascarando todas as mentiras pregadas por tais seitas e trazendo luz sobre o que até então era um mistério dito insondável.

     Tais grupos religiosos estão criando uma cruzada contra tudo o que desmente suas crendices e para isso usam de todos os meios de comunicação para empurrar suas mentiras e tentar, com “provas” vergonhosamente forjadas, refutar pesquisas científicas mais do que comprovadas, como a Teoria da Evolução.

     Essa iniciativa da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo foi apenas uma amostra do desespero dos grupos religiosos com o avanço científico.

     É bom ficarmos atentos daqui por diante, porque outras tentativas virão.

     Quero aproveitar a oportunidade de agradecer a todos que participaram da iniciativa de enviar e-mails ao governador e à secretária de Educação do Estado de São Paulo reprovando tal Projeto de Lei (leia a respeito AQUI). Sem vocês, certamente este descalabro passaria em branco. Obrigado a todos pela força.

criado por André Marcon    19:12 — Arquivado em: OPINIÃO
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