PAPÉIS AVULSOS

BLOG DE AFORISMOS E "DESAFORISMOS" EM GERAL!

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15.08.08

A "COISA" DO PRIMO EDUÍNO

categorias: CRÔNICAS

 

     Era uma vez um casal de irmãos.

     A menina, Clotilde, tinha cinco anos e o menino, Frazão, seis.

     Eles eram filhos de um quitandeiro chamado Gaudêncio e de uma lavadeira de nome Idália e levavam uma vida humilde, porém honrada.

     O quitandeiro tinha um irmão mais novo que, na época, contava com a idade de 17 anos e que morava com os pais.

     Esse irmão, chamado Eduíno, freqüentava a casa de seu irmão e era muito querido pelos priminhos.

     Certo sábado, como de costume, Eduíno estava na casa de Gaudêncio e pretendia pousar lá. Por isso, tinha levado uma muda de roupa e alguns objetos de higiene.

     Depois de um dia de brincadeiras com Clotilde e Frazão, todos estavam exaustos, porém contentes. Como só havia um banheiro na casa, eles tiveram que decidir a ordem em que iriam tomar banho. Mesmo com o fato de que Gaudêncio e Idália estavam ausentes, pois tinham ido à casa de parentes e haviam três pessoas na casa, era mister decidir quem iria tomar banho primeiro.

     Só que as crianças não eram o que se podia chamar de fãs do chuveiro. Todos os dias era uma luta fazer os pequenos entrarem no banho. Por isso, com relutância, houve o seguinte diálogo:

     — Vamos tirar no “dois ou um”, sugeriu Frazão, torcendo pra ser o último.

     — E os dois que sobrarem tiram no “par ou ímpar”, concluiu a pequena Clotilde, também decidida a perder e prolongar a enrolação.

     — Pois eu tenho uma idéia melhor, arrematou Eduíno.

     Os pequeninos olharam para o primo com ar interrogativo.

     — Vamos tomar banho todos juntos! — esclareceu o primo.

     Na mente das duas crianças, tal idéia surgiu como uma novidade inesperada. Vendo a resistência dos priminhos e sabendo da pouca afinidade de ambos com o banho, ele convenceu os pequeninos de que seria mais divertido se todos tomassem banho juntos.

     Cada um pegou a sua toalha e foram todos pro banheiro, que, apesar de modesto, comportava os três banhistas sem maiores complicações.

     Se na hora em que a solução foi aceita a idéia parecia divertida, na hora de executar a tarefa algo deixou as crianças encabuladas: elas nunca tinham tomado banho na presença de alguém que não fosse sua mãe e, mesmo assim, ela nunca tomou banho junto com eles, limitando-se ela a apenas ajudá-las no banho vestida e mesmo assim dando banho em uma de cada vez. Seria a primeira vez que elas tomariam banhos juntas e veriam um “adulto” nu.

     Eduíno, que já tinha tirado a camisa e estava tirando o short, viu o acanhamento dos priminhos e os confortou: 

     — Não precisam sentir vergonha. Não tem nada de mais primos tomarem banho juntos. É algo natural.

     A essas palavras, os pequenos ficaram mais seguros de si e também se despiram.

     Todos nus, foram eles para debaixo do chuveiro e, entre risadinhas e brincadeiras, as crianças tomaram o banho mais “tumultuado” que já tiveram. Suas mentes infantis e puras não viam naquele gesto nenhuma malícia. Mesmo o primo, grandalhão, não se mostrava mais maduro do que os pequeninos e ria divertido daquela situação.

     Eduíno, percebendo as dificuldades que os pequenos ainda tinhas para tomar um banho bem tomado, lhes ensinava e ajudava a lavar bem o pescoço, o “popó” e o “pipi”. Tudo era motivo para mais risadinhas e mais brincadeiras, mas as crianças aprenderam como se lavar direitinho.

     Aquele banho ficou marcado como sendo o mais divertido que já haviam tomado. Frazão e Clotilde até tinham esquecido o quanto odiavam se lavar e até ansiavam pelo próximo banho, coisa que viria a surpreender Idália, que todo dia travava uma guerra para que seus filhos se lavassem.

     Na verdade, o que os pequenos gostaram mesmo foi da diversão que foi tomar banho juntos e descobrir as diferenças que existiam em seus corpos. Como nunca ninguém lhes havia falado nada a respeito, aquela novidade lhes atiçavam a curiosidade. Mas nada lhes chamaram mais a atenção do que o corpo do primo Eduíno. Aquela “coisa” grande que tinha abaixo do umbigo do rapaz lhes causou tal impressão que Clotilde e Frazão não sabiam descrever. Frazão também tinha uma “coisa” parecida, mas era pequenininha e murcha. Apesar da curiosidade sobre a “coisa” do primo Eduíno, as crianças não comentaram nem perguntaram nada a ele, por causa do acanhamento.

     Eles decidiram esperar a próxima oportunidade de tomarem banho juntos, agora sem o acanhamento da novidade, e perguntar tudo o que queriam saber sobre a “coisa” estranha que o primo tinha e que eles nunca tinham visto igual.

     No sábado seguinte, Eduíno foi pra casa dos primos, como de costume, e passou o dia lá. Apesar de brincar com os priminhos como sempre fazia, ele percebeu que alguma coisa encucava os pequeninos. Por isso perguntou-lhes o que aconteceu. Imediatamente os dois coraram de vergonha e se acanharam como nunca. Isso deixou o primo desconfiado. Uma idéia passou-lhe pela cabeça e perguntou:

     — Foi o que aconteceu sábado passado?

     Os rostos das crianças ficaram mais vermelhos ainda. De cabeça baixa, nada responderam. Isso confirmou as suspeitas de Eduíno.

     — O que deixou vocês desse jeito? Vocês se arrependeram de tomar banho comigo? Estão com vergonha de mim?

     As crianças negaram com a cabeça.

     — O que foi, então?

     Depois de alguns segundos de silêncio, a menina respondeu:

     — É por causa da “coisa” que você tem.

     Eduíno ficou na mesma.

     — Que coisa? — perguntou ele.

     — A coisa grande que você tem aqui, disse Frazão, pondo a mão no próprio púbis.

     Eduíno riu divertido do acanhamento dos pequeninos. Agora entendera o que se passava. As crianças ficaram totalmente desconcertadas com a situação.

     — Desculpem-me por ter rido, mas entendo a curiosidade de vocês e não os censuro. Era a primeira vez que viam isto, não? — Eduíno abaixou o short e mostrou seu pênis ereto pras crianças. Estas arregalaram os olhos com a surpresa.

     Neste exato momento, Idália entra no quarto e topa com a cena. Ela solta um berro e Gaudêncio vem em socorro. A mulher fala aos soluços o que houve e o homem, possesso, pega Eduíno pelos colarinhos e o escorraça de casa, aos berros.

     — Nunca mais apareça aqui de novo, seu desgraçado! E ai de você se encostou um dedo nas crianças!

     Foi assim que Frazão e Clotilde descobriram que os adultos têm uma “coisa” dura embaixo do umbigo e foi a última vez que viram o primo Eduíno.

FRASES e IDÉIAS XL

categorias: CITAÇÕES

Averróis

 

“Apenas as pessoas que já perderam totalmente a memória publicam suas memórias.”
Oscar Wilde
1854-1900
Escritor irlandês

“Quatro coisas são difíceis de esconder por muito tempo: a ciência, a estupidez, a riqueza e a pobreza.”
Averróis
1126-1198
Filósofo árabe

“É preciso reivindicar o valor da palavra, poderosa ferramenta que pode mudar nosso mundo mesmo nessa época de satélites e computadores.”
William Golding
1911-1993
Escritor inglês

“Uma idéia pode chegar à mente sem, no entanto, ter alcançado os lábios.”
Lawrence Durrell
1912-1990
Escritor inglês

“Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer pouco.”
Edmund Burke
1729-1797
Pensador irlandês

“O ignorante tem coragem; o sábio, medo.”
Alberto Moravia
1907-1990
Escritor italiano

“A beleza é um acordo entre o conteúdo e a forma.”
Henrik Ibsen
1828-1906
Dramaturgo norueguês

“A imprensa é a artilharia da liberdade.”
Hans-Dietrich Genscher
1927
Ministro de Assuntos Exteriores da Alemanha

“Se for possível, devemos fazer rir até os mortos.”
Leonardo da Vinci
1452-1519
Pintor italiano

“Ich will meine mauer wieder haben (Quero meu muro de volta).”
Escritor numa camiseta em Berlim Ocidental, em protesto contra a invasão dos consumidores do bloco oriental

“O mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível.”
Albert Einstein
1879-1955
Físico alemão

“Sinto-me como um pai diante de meus antigos filmes. Trazemos filhos ao mundo e eles logo crescem e fazem sua própria vida. De vez em quando nos reunimos com eles e é um prazer revê-los.”
Michelangelo Antonioni
1912-2007
Cineasta italiano

“Aquele que busca o céu na terra, certamente dormiu na aula de Geografia.”
Stanislaw Jerzy Lec
1909-1966
Escritor polonês

“Inteligência é a capacidade que se tem de aceitar o que está ao redor.”
William Faulkner
1897-1962
Escritor americano

“Nada se esquece mais lentamente que uma ofensa e nada mais rápido que um favor.”
Martinho Lutero
1483-1546
Teólogo protestante alemão

“Temos bastante religião para nos odiarmos, mas não o suficiente para nos amarmos.”
Jonathan Swift
1667-1745
Escritor irlandês

"CAUSOS" DA CIÊNCIA XIV

categorias: CIÊNCIA

 

SEM MEDO DA GUILHOTINA

     Durante o período do Terror (1792-1794), a mais negra fase da Revolução Francesa, era comum o Comitê de Salvação Pública, comandado por Robespierre, determinar a execução de inimigos com base em falsas acusações.

     Certa vez, o Comitê denunciou uma conspiração para envenenar soldados com conhaque. Mas, para punir os responsáveis, era preciso provar a culpa. Por isso, uma amostra da bebida foi enviada para análise ao químico Claude-Louis Berthollet (1749-1822), respeitado por ter descoberto, entre outras coisas, que o cloro tinha propriedades descorantes que podiam ser usadas para branquear tecidos. Junto com a amostra, uma ameaça explícita: Robespierre necessitava da prova e quem desobedecesse seria guilhotinado. Terminada a análise, concluiu que não havia veneno na bebida.

     Chamado ao Comitê para alterar o laudo, o cientista, irredutível, decidiu mostrar que dizia a verdade e bebeu o conhaque na frente de todos. Irritado, Robespierre gritou:

     — Como ousa beber esse líquido?

     — Muito mais ousei quando assinei o laudo, respondeu Berthollet.

     Ele só escapou da guilhotina porque o Comitê precisava de seus serviços.

FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 40. São Paulo: Editora Abril. Janeiro de 1991. p. 24.

* * *

ECLIPSE PROVIDENCIAL

     Conhecidos dos astrônomos desde a Antiguidade, os eclipses sempre espalhavam o pânico entre as pessoas.

     Certa vez, o navegador genovês Cristóvão Colombo (1451-1506) escapou de morrer de fome aproveitando-se desse medo.

     Em 1502, ele partira em busca de uma passagem marítima para a Ásia. Atropelado por tempestades que avariavam sua frota, aportou na atual Jamaica. Sem poder retornar, Colombo convenceu os nativos de que estava ali em nome de Deus e, enquanto esperava por ajuda, deveriam trazer-lhe alimentos.

     No entanto, o socorro demorava, e os índios decidiram parar de levar comida aos forasteiros. Sem alternativas, Colombo teve uma idéia. Ao consultar um livro de Astronomia, descobriu que dali alguns dias haveria um eclipse da Lua. Então, chamou os nativos e lembrou-lhes que estava em missão divina e que Deus iria castigá-los pela rebeldia. Como prova, enviaria um sinal do céu.

     Naquela noite, a Lua nasceria cor de sangue. De fato, foi o que ocorreu, e em seguida a sombra da Terra a encobriu. Aterrorizados, os índios foram ao navio pedir perdão. Fingindo entrar na cabine para falar com Deus, o navegador só saiu quando o eclipse estava no fim, para dizer que o Senhor os perdoaria. Mas com a condição de que eles continuassem a trazer alimentos.

     Naquele instante, o eclipse terminou, a Lua voltou a brilhar e a estratégia de Colombo funcionou.

FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 41. São Paulo: Editora Abril. Fevereiro de 1991. p. 24.

* * *

BRINCADEIRA DE REI

     Por que uma bacia de água contendo um peixe morto pesa mais do que outra com um peixe vivo?

     Esse problema aparentemente simples, foi colocado certa vez pelo rei Carlos II da Inglaterra (que reinou de 1660 a 1685) aos cientistas da recém-fundada Royal Society.

     Pegos de surpresa, eles não souberam responder de imediato e perderam-se em intermináveis discussões, sem chegar a qualquer conclusão satisfatória.

     Até que um deles se lembrou de uma regra elementar: antes de se tentar explicar o porquê das coisas, é preciso verificar se elas, de fato, ocorrem. E sugeriu uma experiência: primeiro, pesando apenas a bacia com água, depois com o peixe vivo; e em seguida com o peixe morto.

     Sob protesto dos colegas, que achavam um absurdo duvidar da palavra do rei, o cientista fez as pesagens e, para surpresa geral, constatou-se que o peso da bacia, com o peixe morto ou vivo, era exatamente o mesmo.

     Os cientistas perceberam, então, que Carlos II, também chamado de “Monarca Alegre”, lhes havia pregado uma peça.

      Esse episódio, contado por Arthur Sutcliffe e A.P.D. Sutcliffe (pai e filho), autores do livro Ciência – História e Realidade, leva a uma conclusão: antes de se tomar uma afirmação como verdadeira, é preciso investigar para saber se ela tem mesmo fundamento.

FONTE: Seção Dito e Feito. In: Superinteressante. nº 42. São Paulo: Editora Abril. Março de 1991. p. 24.

EVOLUÇÃO EM DESTAQUE XIII

categorias: CIÊNCIA

 

Orangotangos podem usar a água como ferramenta

     Londres, 4 jul (EFE).- Vários orangotangos foram capazes de utilizar a água como instrumento para resolver um problema em um experimento realizado na Alemanha, segundo a edição de hoje a revista "Biology Letters", da sociedade científica britânica Royal Society.

     A pesquisa, baseada em uma fábula de Esopo na qual um corvo sedento utiliza pedras em uma jarra para subir o nível da água e poder beber, demonstra pela primeira vez como os orangotangos têm perspicácia suficiente para "inventar" o uso de água como ferramenta.

     Os especialistas colocaram cinco símios diante de um amendoim flutuando na água a meia altura em um tubo alto e transparente.

     Para alcançá-lo, os orangotangos foram capazes de utilizar um dispositivo que fornecia água para fazer transbordar o tubo e jogar o amendoim para fora.

     Uma das pesquisadoras, Natacha Mendes, disse ao jornal "The Daily Telegraph" que a idéia era saber se os animais podiam usar "uma estratégia diferente das freqüentes, como tentar tirar o amendoim com as mãos, morder e tirar do tubo ou usar um pau".

     "Esta é a primeira vez que se demonstra que um mamífero é capaz de utilizar a água como ferramenta", ressaltou.

     Os orangotangos, que precisaram de nove minutos em média para atingir o objetivo, souberam como resolver o problema assim que notaram uma mudança de nível na água, explicou Mendes.

     "Que eu saiba, este comportamento flexível no domínio de uso de ferramentas não tinha ocorrido até agora em outras espécies", incluindo os corvos, considerados "os Einstein" das aves, acrescentou.

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Por que os humanos são os únicos primatas “pelados”? 

Três teorias tentam explicar como perdemos nosso casaco de pele natural

por Mark Pagel

     Nós humanos somos os únicos “pelados” entre as mais de cinco mil espécies de mamíferos. Imagine como seu cachorro ou gato de estimação (ou mesmo um urso polar) seria, ou se sentiria, sem seus “casacos de pele”.

     Os cientistas já sugeriram três explicações principais para a falta de pêlo nos humanos. Todas giram em torno da premissa de que seria vantajoso para nossa linhagem em evolução ficar cada vez menos peluda, seis milhões de anos desde que compartilhamos um ancestral com nosso parente vivo mais próximo, o chimpanzé.

     A hipótese do símio aquático sugere que entre seis milhões e oito milhões de anos atrás, ancestrais dos humanos modernos, com características de macacos, tinham um estilo de vida semi-aquático, já que buscavam alimento em águas mais rasas. Um casaco de pele natural não é um isolante eficiente na água, e por isso a teoria afirma que evoluímos para perder os pêlos e substituí-los, assim como fizeram outros mamíferos aquáticos, por níveis relativamente altos de gordura corporal. Por mais criativa que seja essa explicação – e útil ao nos dar uma desculpa para estarmos acima do peso –, evidências paleontológicas de uma fase aquática na existência humana têm se provado enganosas.

SERVIÇO

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/por_que_os_humanos_sao_os_unicos_primatas_-pelados-_.html  

* * *

Cientistas decifram genoma de macaco reso

DNA do animal tem 93% de semelhança com material genético humano, afirma estudo.
Dados serão importantes para entender evolução e melhorar pesquisa biomédica.

Do G1, em São Paulo

Science

     Uma equipe internacional de pesquisadores publica nesta semana a seqüência completa do genoma do macaco reso (Macaca mulatta), um dos animais mais importantes para o estudo de doenças humanas em laboratório. O bicho se separou da linhagem que daria origem ao Homo sapiens há cerca de 25 milhões de anos, mas seu DNA ainda é 93% idêntico ao de uma pessoa -- e pode dar pistas valiosas sobre as principais características genéticas da humanidade.

     O estudo detalhando os achados sobre o genoma recém-decifrado está na atual edição da revista americana "Science". Mais de 170 pesquisadores participaram do projeto, liderado por cientistas da Faculdade Baylor de Medicina, no Texas, e pela Universidade Washington em Saint Louis (ambas instituições americanas). As máquinas de seqüenciamento genético tiveram de ler 2,8 bilhões de "letras" químicas de DNA, o que indica que o genoma dos resos tem tamanho mais ou menos igual ao do humano.

     Os resos, nativos da Ásia, são a terceira espécie de primata a ter seu genoma decifrado, depois dos humanos e de seus parentes mais próximos, os chimpanzés (cujo grau de semelhança conosco fica muito próximo dos 99%). E esse é um dos principais valores de obter o mapa genômico do Macaca mulatta: por ser um primo nem tão próximo e nem tão distante, ele funciona como termo de comparação para saber quando, ao longo da evolução, certas mudanças aconteceram na linhagem humana.

SERVIÇO

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL21108-5603,00.html

LAMBANÇAS DA IGREJA XIII

categorias: RELIGIÃO

 

Acusado de tentar fraudar INSS é pastor e vereador em Diadema

     A Polícia Federal de Sorocaba apreendeu um computador, disquetes e documentos de um escritório contábil em Diadema, na Grande São Paulo. O dono, o pastor e vereador Isaías Maria (PV), de 34 anos, foi trazido a Sorocaba e indiciado por estelionato tentado contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF tomou a medida em continuidade a uma tentativa de fraude descoberta pela agência do INSS de Sorocaba.

     Na quarta-feira, duas pessoas foram indiciadas por estelionato: Francisco Cícero Leite Ferreira, que trabalha no escritório de Isaías e Wilson Falsoni Cavalcante, que seria o beneficiado do pedido de aposentadoria especial. Os laudos médicos eram falsos, constatou o INSS, que avisou a Polícia Federal. Os dois foram detidos na agência de Sorocaba.

     Entre os documentos apreendidos sexta-feira havia 12 cópias de pedidos de benefícios, com laudos aparentemente falsos. Todo o material será periciado pela PF, segundo o delegado Fernando Antônio Bonhsack. O Escritório de Contabilidade Sião fica no centro de Diadema. A apreensão foi efetuada por Bonhsack, acompanhado de agentes federais.

     Segundo o gerente-executivo regional do INSS, Décio Araújo, além dos benefícios por incapacidade - que é o mais fraudado - os processos de aposentadoria passam agora a ter maior cuidado na análise para a concessão. A tentativa de fraude desta semana motivou o rigor. Os funcionários também pesquisam pedidos de pessoas de cidades fora da região de Sorocaba a fim de levantar possíveis irregularidades.

     Em seu pedido de aposentadoria especial, Wilson forneceu um endereço de Sorocaba, apesar de não morar na cidade. A rua cujo nome deu ao INSS, e seria no bairro Cajuru, não existe. A tentativa pode fazer parte de um esquema maior de fraudes contra a Previdência, observa Bonhsack.

SERVIÇO

http://www.cruzeironet.com.br/run/2/158937.shl  

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Padre é condenado por atentado violento ao pudor

     O padre Geraldo da Consolação Machado, ex-vigário de Prados, cidade a 178 km de Belo Horizonte, foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por atentado violento ao pudor. Ele teria forçado, mediante violência e ameaças, um menino de 11 anos a praticar sexo oral e anal com ele.

     Machado, 48, foi denunciado (acusado formalmente) pelo Ministério Público em fevereiro do ano passado. Desde então, está afastado da paróquia Nossa Senhora da Consolação, da qual era vigário.

     Durante a prática de sexo, o padre teria o costume de agredir o menino com tapas e puxões de cabelo. Em depoimento, a suposta vítima, hoje com 23 anos e homossexual assumido, disse que foi abordada pelo religioso com presentes e promessas. O padre pode recorrer da decisão.

SERVIÇO

http://www.diariodenatal.com.br/urgente/materia_urgente.php?idurgente=78221  

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Após 40 anos, Pastor suspeito de assassinato é preso nos EUA

     Filadélfia, EUA - Um membro notório da Ku Klux Klan foi detido em conexão com o assassinato, em 1964, de três voluntários encarregados de registrar eleitores negros no Mississippi, um dos últimos casos ainda sem solução da era da luta pelos direitos civis nos EUA. A história foi transformada no filme Mississippi em Chamas, de Alan Parker, em 1989. De acordo com o oficial de justiça do condado de Neswhoba, Larry Myers, Edgar Ray Killen foi preso em casa, sem oferecer resistência.

     Myers afirmou que Killen, hoje um pastor evangélico com 79 anos, foi detido sob três acusações de assassinato. "Fomos até ele e o detivemos, porque é muito conhecido e sabíamos onde se encontrava", disse o oficial de Justiça. O júri de instrução considerou que existem provas suficientes para apresentar acusações pelos delitos, mesmo depois de 40 anos. Killen foi identificado durante testemunhos em audiências prévias.

     O Estado do Mississippi tem tido êxito em reabrir casos de assassinatos ocorridos durante a luta pelos direitos civis. Em 1994 houve a condenação de Byron de la Beckwith pelo assassinato, em 1963, de Medgar Evers, secretário da NAACP, uma organização de defesa dos negros.

     No entanto, até recentemente não havia tido êxito em apresentar casos sólidos de assassinato contra os suspeitos da Ku Klux Klan envolvidos na morte dos voluntários Chaney, Goodman e Schwerner.

SERVIÇO

http://www.estadao.com.br/rss/mundo/2005/jan/07/82.htm